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Como diminuir os períodos longos - 23-01-2012
Os períodos longos costumam ser cansativos: é necessário ler várias vezes para entendê-los. Por isso, demonstraremos como reduzi-los e tornar sua leitura agradável e compreensível. Partiremos de um exemplo retirado de um jornal impresso renomado:
Um dia antes de um ministro, Mário Negromonte, do PP, baiano, inclusive, quando submetido a denúncias de ter criado um mensalinho para remunerar o apoio dos colegas de bancada mais pragmáticos, dizer, em tom de ameaça, que ?em briga de família, irmão mata irmão, e morre todo mundo. Por isso eu disse que isso vai virar sangue?, quem praticamente morria em uma maternidade de referência, em Belém, que lhe batera a porta na cara, era uma mulher em trabalho de parto de gêmeos?.
Ufa! Haja fôlego para ler este parágrafo. Ele está repleto de intercalações. O período foi iniciado com uma frase que só encontra seu complemento no final do trecho. E, para piorar, foi inserida uma citação antecedida pelo relativo que, em vez dois pontos (:).
Mãos à obra. Vamos às etapas para encurtar o período:
1. Localizar o principal ?protagonista? da história; ou seja, o sujeito cujo predicado é mais extenso:
Sujeito: O ministro Mário Negromonte (do PP, baiano, inclusive).
Observações:
a) Como o substantivo ministro está especificado por Mário Negromonte, o artigo que o antecede deve ser o definido. Portanto, em vez de um, deve-se escrever o.
b) ?do PP, baiano, inclusive? foi colocado entre parênteses, porque da forma como estava confundia o leitor: não ficava claro se ?inclusive? enfatizava o fato de o PP ser baiano, ou se chamava atenção para a oração seguinte (?... quando submetido...?).
2. Reescrever o predicado do sujeito principal, mas mantendo a ideia original do redator:
Predicado: ...foi submetido a denúncias de ter criado um mensalinho para remunerar o apoio dos colegas mais pragmáticos.
(Observe que só houve uma alteração na estrutura: substituiu-se a conjunção quando ? que nesse contexto indica passado ? pela forma verbal pretérita foi).
3. Juntar o sujeito principal ao seu predicado, formando um período compreensível:
O ministro Mário Negro Monte, do PP baiano, inclusive, foi submetido a denúncias de ter criado um mensalinho para remunerar o apoio dos colegas mais pragmáticos.
4. Diante da citação do ministro, substituir o pronome que por dois pontos (:).
Para tanto, passaremos o verbo para o pretérito (pois é esse o tempo do período):
... em tom de ameaça disse: ?em briga de família, irmão mata irmão, e morre todo mundo. Por isso eu disse que isso vai virar sangue?.
5. Unir a frase inicial ao seu complemento, que está no final do período:
Um dia antes, quem praticamente morria em Belém, numa maternidade de referência, que lhe batera a porta na cara, era uma mulher em trabalho de parto de gêmeos.
Observação:
a) O adjunto adverbial ?em Belém? foi deslocado para obedecer à ordem direta e, assim, tornar a frase legível. Isso porque, da forma como estava, entendia-se que quem batera a porta havia sido Belém e não a maternidade. Entretanto, para evitar o eco na estrutura em Belém em, substituiu-se em uma pela contração numa.
6. Ligar, por fim ? com termos conectivos ?, todos os trechos adaptados:
O ministro Mário Negro Monte, do PP baiano, inclusive, foi submetido a denúncias de ter criado um mensalinho para remunerar o apoio dos colegas de bancada mais pragmáticos. Por esse motivo, em tom de ameaça, ele disse: ?em briga de família, irmão mata irmão, e morre todo mundo. Por isso eu disse que isso vai virar sangue?. Um dia antes dessa declaração, quem praticamente morria em Belém, numa maternidade de referência, que lhe batera a porta na cara, era uma mulher em trabalho de parto de gêmeos.
Fácil, não é? Agora, com três períodos curtos, o parágrafo deixou de ser cansativo. Além disso, tornou-se compreensível.
Fonte do exemplo: Como dito, o exemplo foi extraído de um renomado jornal impresso. Como nosso objetivo não é desmerecer o trabalho profissional do jornalista, preferimos não citar a fonte.
Trabalho desenvolvido pelo professor Valdeir Almeida. Respeite os direitos autorais.
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Quando o revisor de textos é um bode expiatório - 08-01-2012
A história apresentada abaixo é real (apenas o nome João é fictício para preservar a verdadeira identidade do profissional).João é revisor de texto e copidesque de competência e experiência reconhecidas no mercado editorial. Certa vez, ele recebeu uma proposta que sempre recusara, mas, naquele momento, aceitou por ter vindo de uma pessoa com quem nutria certa relação de amizade: o gerente da gráfica que ? sem pensar nas consequências, mas apenas no lucro ? queria que João analisasse o livro de um cliente da empresa. O problema estava no prazo muito reduzido que essas duas pessoas impunham a João para analisar e corrigir o material de elevado número de páginas.O resultado do trabalho foi como o previsto: João colocou em prática todo seu rico conhecimento dos recursos da língua, sua habilidade de diagnosticar erros linguísticos e sua experiência notável como copidesque e revisor de livros. Contudo, como precisou correr contra o tempo, deixou passar desapercebidamente alguns erros cometidos pelo escritor da obra em questão.Após a publicação do livro, tais erros foram notados por alguns leitores e pelo próprio autor. Este se queixou com o gerente da gráfica dizendo que o dinheiro gasto com a revisão foi mal-empregado. O autor, como visto, não levou em conta o prazo exíguo que estabeleceu a João para revisar o livro; nem considerou que o revisor corrigiu os erros mais graves e que, se não o houvesse feito, iria, indubitavelmente, prejudicar a imagem deste escritor.Essa história (real, frise-se) ilustra o risco de revisar um livro ?em cima da hora?. A maioria dos escritores tem consciência de que é inviável avaliar um material extenso em prazo tão curto. Por outro lado, infelizmente, há os que ? talvez por desconhecerem a complexidade da modalidade escrita da língua ? exigem que seu livro seja analisado ?à velocidade da luz?.E é por sempre honrarmos nossos compromissos e primarmos pela qualidade dos nossos serviços que recusamos propostas como as relatadas acima.Felizmente, a maior parte de quem solicita nossos serviços compreende que a revisão de texto exige, além de habilidade, um período de tempo peculiar. Tais pessoas são assim, conscientes, por serem escritores no real sentido da palavra, ou seja, valorizam cada profissional envolvido na feitura do livro: do diagramador ao revisor, do ilustrador ao operador do maquinário. Além disso, tais escritores têm o hábito de estabelecer cronogramas para a perfeita execução de sua obra, a fim de que cada passo seja dado sem pressa nem imprevistos.
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A casa mal-assombrada e o advérbio mal-empregado - 06-01-2012
Nem precisamos consultar o dicionário para sabermos o que significa a expressão mal-assombrada. Na maioria das vezes, esse adjetivo vem acompanhado do substantivo casa, para indicar que ela é assustadora, moradia de seres fantasmagóricos. Mas alguém já parou para pensar que em mal-assombrada existe uma redundância de termos? E que tal redundância gera um efeito contrário à intenção?Observemos:Mal: aquilo que é negativo, nocivo.Assombrado: espantoso, assustador.Logo, quando dizemos que a casa é mal-assombrada, colocamos em dúvida a reputação dos fantasmas. Eles não exercem convenientemente seu ofício de assustar quem ousa invadir a moradia. Portanto, a palavra deveria ser ?bem-assombrada? (ou seja, bastante assombrada, aterrorizante).O próprio dicionário traz registros que comprovam essa tese, como mal-apessoado (pessoa que tem má-aparência), mal-aventurado (infeliz), mal-humorado (irritado)Mas deixemos como está: o fascínio da linguagem humana é justamente a brincadeira com as palavras, ainda que isso gere vocábulos aparentemente contraditórios. E mesmo brincando, o falante (ou escrevente) é compreendido pelo interlocutor, ou seja, a comunicação foi estabelecida.P.S.: Os dicionários não criam palavras. Eles registram termos usados recorrentemente pelos usuários da língua. Muitas vezes, achamos que uma determinada palavra do dicionário jamais foi proferida por alguém. Mas é engano. Temos essa impressão, porque há vocábulos que caem em desuso com o tempo; e outros que são utilizados em campos científicos ou profissionais que desconhecemos.
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Charlatanismo na Educação ? os escritores paraquedistas - 04-01-2012
Existem indivíduos que nunca frequentaram cursos de Licenciatura nem Pedagogia. Tampouco fizeram pós-graduação nessas áreas. Apesar disso, escrevem livros para ?docentes que querem se aprimorar na arte de lecionar? (sic).
Daí surge uma declaração óbvia: se existem essa espécie de escritores, é porque há leitores, e seus leitores são justamente professores. Mea-culpa: há professores, cuja experiência acadêmica e a prática como docentes poderiam lhes garantir segurança; ainda assim, são amedrontados e sofrem de complexo de inferioridade. Então, recorrem a esse tipo de auto-ajuda charlatã e incoerente. Incoerente, porque o docente com as atribuições referidas tem muito mais capacidade para falar sobre ensino do que o escritor que ele tanto venera.
Aqui, o ditado ?ensine o padre nosso ao vigário? cai como uma luva. Mas, com certeza, é uma luva que o profissional da Medicina, por exemplo, não veste de forma alguma. O médico ? assim como os professores ? dedica-se aos estudos durante muitos anos. Após especializar-se, já pode cuidar de pacientes. Se ele nunca esteve numa faculdade, mas passa a clinicar, certamente transformará pacientes em vítimas fatais.
Logo, é inadmissível, ilógico, contraditório e perigoso um não-médico escrever lições em que ensina verdadeiros profissionais a cuidarem de pacientes. Se isso ocorresse, o escritor seria processado pelo conselho de medicina e sofreria punição de ordem penal.
A comparação parece esdrúxula, mas, de forma simples, serve para demonstrar que os professores (assim como os profissionais da Saúde) lidam com vidas. A transmissão de conhecimento ao aluno e o convívio com este trarão reflexos no futuro. Por isso, um erro pode deixar sequelas no conhecimento e até mesmo no caráter do estudante.
Mas os escritores com o perfil aqui apresentado não levam isso em conta. O que eles querem é que seus livros continuem figurando nas listas dos mais vendidos das revistas semanais. Além disso, pretendem aparecer com mais frequência nos programas dominicais da TV e lotar plateias com suas palestras. Em resumo: são pretensiosos oportunistas que pensam apenas em engordar a conta bancária.
Professor Valdeir
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Griselda Pereirão e suas maridas de aluguel - 17-12-2011
Na novela Fina Estampa,Griselda (Personagem de Lília Cabral) tirou a sorte grande: ganhou na mega-sena, ficou milionária. Mas viver como dondoca não estava nos seus planos, queria continuar trabalhando (por uma questão de satisfação pessoal). Devido a isso, montou a Loja do Pereirão, especializada em materiais de construção e em serviços prestados por ?maridas de aluguel?.
Isso mesmo: um substantivo masculino tomado como feminino. Essa desinência ?neologizada? de gênero tem razão de ser (uma tacada de mestre de Aguinaldo Silva, autor da novela): Griselda sempre foi conhecida pelo seu sobrenome no masculino e aumentativo: Pereirão. Era assim chamada em virtude de andar desleixada nos gestos e na aparência e, principalmente, por desempenhar serviços tipicamente masculinos, transformando tais tarefas no seu ganha-pão.
Por esse motivo, a função da personagem recebia a designação de ?marido de aluguel?. Mas agora que Pereirão institucionalizou despretensiosamente tal ofício, ela achou por bem dar essa acunha às suas funcionárias, mas no masculino; por quê? Possivelmente, isso seja um reflexo da transformação sofrida pela personagem de Griselda: de senhora com feições masculinizadas para uma mulher em processo de afloração da feminilidade.
Outra questão que se levanta é por que razão as auxiliares de Pereirão ? e ela própria no início da novela ? não foram nomeadas ?esposas de aluguel?, afinal são mulheres. Simples: porque esposas já existem aos montes; o mercado está saturado delas, seja por aquelas enlaçadas no casamento tradicional, que lavam, passam, cozinham etc., sem ganhar um tostão por isso; seja por aquelas que executam as mesmas atividades, são remuneradas (parcamente, mas são) e recebem o nome de ?empregadas domésticas?.
Logo, a expressão ?marida de aluguel? surgiu como forma de autoafirmação das mulheres modernas: demonstram que sua fragilidade encontra-se apenas no mito da sociedade patriarcal. Elas são hábeis ao executarem qualquer tarefa sem perder a feminilidade, mesmo as tradicionalmente desempenhadas por homens. Por isso, não são ?esposas de aluguel? nem ?maridos de aluguel?, mas, sim, ?maridas de aluguel?.
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Por que você precisa de um revisor de texto - 10-12-2011
Quando você for ao supermercado, faça uma visita à seção de livros. Sem nenhum compromisso, escolha ao menos dois trabalhos de autores famosos. Ali mesmo, abra nas páginas iniciais e localize a ficha técnica. Lá estará, entre os que ajudaram a dar vida àquela obra, o revisor e o copidesque. Logo, se escritores consagrados recorrem a esses dois profissionais, por que você acreditaria que não precisa dos serviços deles?Naturalmente, todas as pessoas que escrevem revisam seus trabalhos depois de finalizados (à exaustão, inclusive). Contudo, muitas falhas não são identificadas, porque a análise foi feita por quem elaborou a obra. Isso ocorre devido à relação umbilical existente entre o autor e seu próprio livro. A título de exemplo, considere alguém que costuma cuidar da aparência, mas que, num dado momento, não dispõe de espelho, e os olhos que o analisam são os de outra pessoa que está ao lado.Portanto, solicitar os serviços de um revisor de texto e/ou copidesque não é desmerecer o próprio trabalho, mas, sim, enriquecê-lo, evitando que seja publicado com falhas (inclusive graves) e tornando-o mais confiável diante do seu público. Autores brasileiros renomados têm esse hábito, que deveria ser seguido por todas as pessoas que se enveredam pelo caminho da escrita.
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Qual o papel do revisor textual? - 09-12-2011
Responderemos à pergunta do título mais adiante. Antes, iremos colocar em pauta mais duas categorias de profissionais relacionadas ao universo editorial: copidesque e ghost writer.O copidesque analisa profundamente o livro (ou qualquer outro suporte de texto) para identificar e corrigir problemas que alteram substancialmente a ideia original do autor. Já ghost writer (escritor fantasma em inglês), apesar de na introdução deste post ser designado de profissional, é um indivíduo que desonra a categoria das pessoas cujo objeto de trabalho é o texto.A função do ghost writer é redigir, por exemplo, um livro para que os créditos sejam dados a outrem. Infelizmente, essa prática é comum, sobretudo no meio acadêmico: pessoas que escrevem com fluência e dinamismo recebem altas cifras para elaborar TCCs, monografias e até teses de mestrados e doutorados para quem um dia irá enfrentar o mercado de trabalho. Ghost writers, além de incorrerem em crime de falsidade ideológica, contribuem para que profissionais desqualificados cometam erros prejudiciais à sociedade.O revisor textual (do mesmo modo que o copidesque) é um profissional altamente capacitado na arte de escrever. Entretanto, age com honestidade: prefere ter seu nome expresso textualmente na ficha técnica do livro a receber valores de grande monta para redigir um livro cuja atribuição será concedida a outra pessoa. É papel do revisor, portanto, ? após análise precisa e exaustiva do conteúdo ??diagnosticar? e corrigir os problemas de ordem gramatical, ortográfico, de digitação (entre outros) presentes no texto.Trazer à tona a diferença entre essas três atividades é imprescindível para desfazer determinados equívocos que vez ou outra surgem entre alguns clientes que pretendem publicar suas obras. Se eles recorrem aos serviços de um revisor, não podem exigir que este desempenhe a mesma função de um copidesque (nem vice-versa); a não ser que ele seja remunerado para executar as duas atividades concomitantemente.A outra razão de discutir o tema em apreço se justifica pela existência de determinados livros tão mal-escritos que não há possibilidade alguma de passar pelo crivo do revisor nem do copidesque. São trabalhos indecifráveis na sua totalidade a despeito de escritos na língua vernácula.Em alguns casos, o escritor com esse perfil nutre a esperança de que o revisor ou o copidesque façam milagres. Ora, tais profissionais não têm essa capacidade sobrenatural, mas são competentes para reescrever o livro. Essa proeza, no entanto, tornar-se-ia quase sempre inviável por duas razões: 1) o autor se recusa a incluir na ficha técnica do livro o nome do profissional que traduziu em palavras os pensamentos do escritor e 2) o autor não remunera o profissional com o valor justo.Quando um escritor pede o auxílio a alguém para avaliar sua obra, deve ter um objetivo nítido, como visto. Possivelmente, por ser um neófito no meio editorial, desconhece a existência desses dois profissionais e o trabalho específico de cada um deles, e, consequentemente, quer atribuí-lhes funções não peculiares. Além disso, deve-se ter presente que é crime e falta de ética profissional ter auxílio de um escritor fantasma por violar os direitos de propriedade intelectual.
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?Quando? e ?Se?: o tempo condicionado - 08-12-2011
No que se refere às expectativas positivas, as conjunções quando e se são personagens do mesmo enredo, embora nunca contracenem juntos.O quando é categoricamente temporal, alude à certeza de que o que tanto se espera logrará bom êxito. O se é estritamente condicional; a esperança de quem o utiliza é superficial.
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Sobre o Prazo para a Revisão de Livros - 07-12-2011
Às vezes, o autor nos procura com a expectativa de que seu livro seja revisado num curto espaço de tempo. O revisor de livros exerce um trabalho clínico: necessita de concentração absoluta, leitura minuciosa, análise precisa. É inviável, portanto, tal trabalho ser executado apressadamente. Primamos pela qualidade dos nossos serviços; por isso, preferimos recusar pedidos de última hora.
P.S.: Isso vale também para os serviços de copidesque.
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Entrevista com o escritor Josman Lima - 05-12-2011
Josman Lima é autor de Pintando a Vida, uma amostra romanceada da realidade dos cadeirantes e da capacidade do ser humano de superar as maiores dificuldades. A obra será lançada no próximo dia 16 de dezembro, mas Josman adianta, na entrevista que nos concedeu, um pouco do enredo do seu livro, revela qual foi sua inspiração para escrevê-lo e faz uma crítica contra a indiferença com que os governantes tratam os deficientes físicos. Confira:
O que o inspirou para escrever o livro Pintando a Vida?
Eu estava precisando de um tema para escrever um roteiro para multimídia durante o curso acadêmico, quando, ao andar pelo centro de Feira de Santana, encontrei um amigo que há muito tempo não o via e ele estava sendo empurrado pelo irmão em uma cadeira de rodas. Ele estava muito alegre e entusiasmado e a sua deficiência física não era motivo para desânimo, pois continuava fazendo o que fazia antes, apesar das limitações, isso me impressionou muito.
Você acredita que o leitor que vive a mesma situação de Arthur, personagem principal, pode se identificar com ele? Por quê?
Acredito que sim. Porque as pessoas com deficiência física vivem os mesmos dramas, variando apenas de ambiente: onde mora, que lugar frequenta, o que faz, etc., principalmente aquelas que têm menos recursos. Eu diria mais ainda: cada dia que passa se faz necessário em todo lugar, abordar assuntos relacionados à acessibilidade, devido ao número de pessoas que envelhecem e têm sua mobilidade diminuída. Infelizmente, vamos envelhecer num país que exclui os velhos. Por isso, este é um assunto que interessa a todas as pessoas.
Qual a ?cidade-cenário? da história?
Na verdade, o enredo não tem uma cidade específica, apenas mostra um mar e no horizonte barcos de pesca voltando de suas jornadas no fim de tarde, formando assim um belo pôr do sol. Este seria o cenário escolhido por Arthur para se inspirar a pintar telas. Mas também poderia, sim, ser Feira de Santana, afinal temos um belo pôr do sol e não nos faltam lindas paisagens para inspirar qualquer pintor a realizar bons trabalhos ou uma janela para namorar. Inclusive, nesta cidade, também se encontram todos os dramas que vivem o personagem principal: crianças que vendem doces nas sinaleiras, polícias arbitrárias, transporte sem acessibilidade, ruas e calçadas ruins de transitar, além da parte boa que são museus e galerias de artes, etc.
Pintando a Vida é uma lição de superação que pode ser estendida a todas as pessoas?
Com certeza, existem muitas pessoas que se utilizam de uma enfermidade para se entregar ao desprezo, talvez até para entrar com processos de aposentadoria por invalidez (conheço muitos casos e acredito que todo mundo conhece também). Pessoas que levam uma vida em preto e branco. Pintando a Vida é justamente como devemos viver, fazer com amor aquilo que gosta. O cadeirante nem sempre é limitado, ele pode muita coisa e se não pode é porque a sociedade o limita e não lhe dá chances.
Você já teve algum livro publicado anteriormente?
Pretende seguir a carreira literária? Eu sempre escrevi alguma coisa, poesias, contos, e tenho vários projetos prontos para serem avaliados e posteriormente publicados; entretanto, este é o primeiro que publico. Aliás, infelizmente a política para publicação de livros ainda é muito restrita e limitada, além de cara, mas pretendo me embrenhar mais na busca do conhecimento literário a fim de dispor para os amantes da leitura viagens de tirar o fôlego.
Como é seu processo criativo?
Tudo o que vemos e ouvimos nos reporta à construção de alguma história. Eu estou sempre atento às histórias que ouço das pessoas onde quer que seja, que leio nas revistas e jornais, que vejo na TV, etc., além das que vivo no dia-a-dia. Dentro de cada tema que procuro abordar, eu coloco pitadas de romance, de humor, de religiosidade e de dramas que vivem as pessoas em geral. Procuro sempre escrever algo para não perder o hábito e é no silêncio onde faço as minhas viagens, juntando letras para formar algo interessante de se ler.
Lançamento: O lançamento do livro Pintando a Vida ocorrerá no próximo dia 16 de dezembro, às 19h30. Local: Centro de Cultura Amélio Amorim, Avenida Presidente Dutra, nº 2222, Feira de Santana-Bahia.
Para entrar em contato com o autor, clique aqui.
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Alteração na Linha Editorial - 04-12-2011
O site Painel do Educador está passando por algumas mudanças no seu conteúdo. Continuaremos a abordar a Educação, mas iremos ? como já está ocorre paulatinamente ? privilegiar temas concernentes à língua e linguagem.
Valdeir Almeida
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Revisor Textual - 05-11-2011

Revisamos livros, artigos jornalísticos e científicos, textos de sites e blogs, peças publicitárias, manuais, monografias, dissertações, resenhas, TCC e os demais gêneros textuais.O tempo de entrega do trabalho revisado será previamente combinado com o cliente. Esse prazo leva em consideração a extensão e o teor do material.
Forma de pagamento: o cliente deposita antecipadamente 60% do valor. Em seguida, envia o comprovante para o nosso e-mail. Os 40% restantes serão depositados pelo cliente após ele receber o trabalho concluído.
Envie seu trabalho através do e-mail paineldoeducador@gmail.com ou do nosso formulário de contato. Avaliaremos seu material e responderemos imediatamente, dando-lhe o prazo e o valor da revisão.
Observação: Nossas revisões estão de acordo com as novas regras ortográficas do Português.
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Já sei resumir, tenho Twitter - 04-11-2011

O Twitter ? ao lado de outras ferramentas cibernéticas ? exigem que seus usuários lancem mão de recursos para resumir os posts.
Só que a maioria dos twitteiros, em vez de resumir seu textinho, abrevia as palavras. Não há nenhum mal nisso; afinal, os microblogs têm o traço da informalidade na comunicação. O problema é quando esses usuários são alunos que reproduzem nas redações e avaliações a forma como escrevem no Twitter: abreviam palavras e não utilizam a pontuação adequadamente (aliás, quase não usam pontos).
Por isso é necessário demonstrar constantemente ao aluno que existem vários tipos textuais. Cada um deles tem características peculiares que só podem ser utilizadas em ambientes de comunicação específicos. Assim como seria estranho twittar utilizando o padrão culto da língua, é inconcebível usar abreviações desnecessárias e informais numa dissertação
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Por que comemorar o Dia do Professor - 30-10-2011
Quando há comemoração de datas importantes, sempre surge alguém para proferir a batida frase que ajudou a dar título a este texto. Assim, por exemplo, ao raiar de 15 de outubro, ouvem-se algumas vozes entoarem o mantra da discordância: ?Dia do Professor é todo dia e não um dia só. Pra que, então comemorar??.
Partindo do exemplo acima, podemos dizer com toda certeza que COTIDIANAMENTE o professor estuda, desenvolve projetos pedagógicos (e de pesquisa da disciplina em que atua), planos de aula, está à frente de diversas turmas... (ufa!). Essa agenda de trabalho estressante ? embora nobre ? é passada despercebida pelas pessoas que não fazem parte da mesa ?sacerdotal?.
Por razões como essa, há necessidade de datas especiais. Nesse momento, quem não é professor, passa a notá-lo e valorizá-lo. Obviamente, no dia seguinte, a maioria das pessoas que lhe parabenizou nem irá lembrar que ele existe. Mas haverá aqueles que passarão a observá-lo de maneira diferente: com olhar de agradecimento pelo que ele representa para toda a sociedade.
Isso vale para todas as datas especiais (sobretudo as que envolvem alguma condição ou profissão). São períodos comemorativos de 24 horas, mas que tornam visível o dia-a-dia do homenageado.
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A Nova Ortografia em Cordel - 21-10-2011
Vídeos protagonizados por repentistas interpretando cordéis para explicar criativamente o que mudou com as novas regras ortográficas da Língua Portuguesa. É esse o objetivo da TV Brasil ao produzir tais vídeos, como estes:
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Dia do Professor # O professor é substituível? - 14-10-2011
Vez ou outra, essa questão vem à tona. Profissões que ? num passado não tão remoto ? eram fundamentais e privilegiadas foram tragadas pela informatização ou pela mudança de comportamento. Mas a função do professor jamais será extinta. Entretanto, essa certeza pode ser abalada pela tecnologia e pelo autodidatismo.De fato, os avanços tecnológicos suprimiram algumas profissões e diminuíram a importância de outras. Nesse último caso, temos como exemplo os bancários que paulatinamente foram trocados pelas máquinas. Mas existem os sobreviventes do processo de automação comprovando que jamais a tecnologia substituirá definitivamente a mão de obra humana no sistema financeiro.O que já é um fato entre setores como o bancário, vem sendo discutido no ambiente educacional. A tecnologia substituirá o professor?É evidente que não. A máquina não ensina, mas sim, auxilia. Ela é um cabedal de informação, porém é abitolada em termos de sabedoria. Inevitavelmente, o que irá ocorrer é a diminuição da importância desse profissional, como já está acontecendo nos cursos à distância.Tais cursos estão colaborando para a democratização do conhecimento acadêmico e técnico. Contudo, não leva em conta a necessidade da presença física do professor como mediador de discursos temáticos.No ensino à distância, há um professor lecionando para milhares de alunos ao mesmo tempo com o auxílio de uma câmera. E as dúvidas são suprimidas por correio eletrônico.Esse aspecto retoma uma questão antiga: é possível alguém aprender sozinho? Quem se debruça em livros sem ter a companhia de colegas e a mediação de professores são pessoas motivadas, guerreiras e com gana para vencer na vida. Conquistam o próprio espaço sem esperar pela sorte.Entretanto, o que poucos consideram é que até no autodidatismo, o aprendiz não está adquirindo conhecimento sozinho. Os livros, mediante os quais ele estuda, foram produzidos por alguém. Desse modo, o autor é o verdadeiro condutor do conhecimento do autodidata.Logo, a função de um professor ?de carne e osso? jamais será extinta. Isso porque quem quer aprender, recebe conhecimento não de um produto, mas de um ser humano, independentemente da forma como ele se manifesta na transmissão do conteúdo.
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Conjunções Adversativas: a ponte entre a alegria e a dor - 12-10-2011
Elas sempre aparecem para mostrar que entre as orações de um mesmo período pode haver intenso conflito: geralmente, a primeira é constituída de uma ideia agradável. Já a segunda, vem para jogar um balde de água fria ou matar definitivamente o período.Eis aí a função das adversativas: elas fazem a ponte entre a alegria e a dor. Aqui está um exemplo: ?Estou gostando de escrever este texto, MAS terei que parar?.
P.S. Esse é apenas um lado da moeda. A conjunção adversativa pode ser também um indicador de bons ventos. Exemplo: ?A saudade machuca, PORÉM, a felicidade logo voltará?.Texto escrito pelo professor Valdeir Almeida
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A Moda Devassa - 23-09-2011

Há algumas semanas, a palavra da vez era devassa. Na política, noticiava-se que a Polícia Federal estava fazendo uma devassa nas finanças de determinados ocupantes de cargos públicos. O que foi constatado não surpreendeu ninguém: contas não declaradas, desvios de verbas, superfaturamentos.
No entretenimento, comentava-se sobre as declarações dadas por Sandy para uma revista masculina. É certo que a fala da cantora foi maliciosamente editada a fim de que a publicação repercutisse e vendesse como água. Mas sua participação no comercial da cerveja Devassa foi logo lembrada. Na propaganda, o narrador diz: ?Todo mundo achava que ela era comportadinha (...) até conhecerem seu lado devassa?.
Em ambos os casos, a palavra foi usada como um estopim que detona mudança positiva. Na política, devassa implica moralidade dos cofres públicos. Quanto à cantora, o termo perdeu um pouco do aspecto depreciativo para ganhar o significado de ?liberdade através da maturidade sexual?.
Observação:
Devassa é um termo que possui semelhanças na grafia e na pronúncia, mas com diferenças no significado. Na Gramática, se diz que esta palavra é um homônimo homófono homográfico.Vídeo do Comercial:
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Professora Gurgel: as lições de luta pela dignidade profissional - 17-09-2011

O vídeo com o depoimento da professora Amanda Gurge repercutiu na internet a ponto de torná-la conhecida em todo o Brasil. O motivo: de forma segura e destemida, ela defendeu a Educação Pública na Câmara Legislativa do Rio Grande do Norte, quando se debatia a greve dos docentes estaduais. Os professores paralisados formavam a plateia. E a mesa era composta por alguns deputados, pela secretária de Educação e pelo promotor de justiça.
Após a secretária de Educação pedir paciência e tolerância, Amanda respondeu que isso é sempre solicitado durante as greves dos professores. Mas que estes chegam a esperar vinte anos para receberem uma promoção, e muitos morrem sem ter seu pedido deferido. E concluiu esse ponto de sua fala dizendo: ?Então eu quero pedir a secretária paciência também, pois nós não aguentamos mais esse discurso.?
Essa destemida professora tem razão. Sempre que os professores estão em greve, os governantes ou seus representantes fazem uso da imprensa para ?pedir? que os educadores considerem a situação dos alunos, ?os mais prejudicados com a paralisação?. Em primeiro lugar, a greve não significa dias perdidos, mas suspensos: as aulas são sempre repostas e o ano letivo de 200 dias, exigido legalmente, é garantido.
A segunda razão é que a maior parte dos políticos que comandam o País não dá a importância devida aos estudantes. Nas postagens A Escola do Pé de Caju e Empecilhos à Educação foi abordado esse tema. As autoridades públicas sempre relegam os estudantes a segundo plano. De outro modo, não veríamos escolas públicas funcionando precariamente: há excesso de alunos nas salas, enquanto existe escassez de carteiras e de materiais básicos; em muitas unidades escolares, falta merenda (por desleixo, incompetência ou corrupção). Portanto, tais danos fazem parte da rotina do aluno há décadas, e os governantes nunca praticaram mea-culpa. Ou seja, jamais admitiram publicamente que, devido ao descaso público, os estudantes são prejudicados.
Pelo contrário, diante das câmeras de TV, os políticos utilizam-se da retórica para convencer a população de que os professores estão prejudicando os alunos em virtude da greve. Assim, os docentes, que lutam por melhorias salariais e por condições de trabalho mais dignos, transformam-se injustamente em réus. E os governantes em heróis de ?cara de pau?.
Amanda Gurgel abordou ainda o fardo imposto ao professor de ser a ?salvaguarda? da educação brasileira. Atributo perverso e incoerente, pois lhes faltam ?poderes? até mesmo para ?salvaguardar? o espaço das salas de aula superlotadas ? como já dito ?, inseridas em escolas caóticas e carentes de investimentos. E, não raro, para suprir a ausência desses materiais, o docente tem que lançar mão do minguado salário a fim de que as aulas ocorram com menos prejuízo. Por esse motivo, indignada diante da solicitação da secretária de Educação, segundo a qual os professores têm que pensar a longo prazo no que se refere às suas melhorias salariais, Gurgel respondeu: ?A secretária disse que devemos pensar a longo prazo, mas minha necessidade de alimentação é imediata. A minha necessidade de transporte é imediata. A necessidade de educação de qualidade é imediata?.
A situação vista acima é a reprodução do mito do professor sacerdote, que já foi desmistificado em um artigo do Painel do Educador. A maior parte da sociedade brasileira concebe os professores como aquele ente que se sacrifica em prol da educação; por isso, se passam por dificuldades no seu dia-a-dia profissional é porque o fardo é inerente à sua função. Os governantes, aproveitando-se dessa concepção popular equivocada, não desenvolvem políticas para a melhoria das condições de trabalho do professor, muito menos em termos salariais. E como a população não vê problema nenhum no dia a dia do professor, não há problema para ser resolvido; daí, quem está no poder foca-se em questões que despertam o interesse da massa votante.
Quase sempre, quando os professores mobilizam-se em vias públicas, a imprensa aparece, mas não com o objetivo de destacar o fato em si, mas informar ao telespectador que, devido ao protesto, o trânsito está congestionado. Os políticos, por sua vez, usam o poder em massa da imprensa para representar o papel de defensores do eleitorado, cujos filhos precisam estudar, mas ?não podem porque os docentes estão em greve?.
Já aos professores, pouca oportunidade se dá para demonstrar as reais causas das paralisações e para apresentar, sem maquiagem, o caos das escolas públicas causados por ingerência governamental. Felizmente, com o caráter difusor e democrático da internet, os professores têm uma oportunidade de proclamar sua voz para todos os ouvirem, como fez a professora Amanda Gurgel, representante de todos os educadores, saturados com o descaso com que são tratados pelas autoridades políticas.
Professor Valdeir
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Nova Ortografia ? Questionário Conciso - 07-09-2011

1. Pode-se considerar que, atualmente, há uma Nova Ortografia do Português?
Depende do ponto de vista. Como a Ortografia sofreu alterações ? pequenas, diga-se de passagem ? é adjetivada como nova.
2. Quanto aos acentos, houve acréscimos ou supressões?
Apenas supressões:
a) do acento agudo:- nos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (ex: ideia),
- nas paroxítonas i e u tônicas que formam hiato com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo (ex: feiura, taoismo) e
- nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com u tônico precedido das letras g ou q e seguido de e ou i (ex: enxaguo, delinquem).
- Entretanto, como acontecia antes da reforma, o acento diferencial continua em um dos elementos, quando ambos são verbos, a exemplo de pôr/por, têm/tem, pôde/pode. [OBS: Mas houve a queda do acento nos pares para (verbo) / para (preposição)].
- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma.
OBS: Basicamente, a reforma ortográfica se resume à supressão de alguns acentos, do sinal ?trema? e do hífen (em alguns casos). No entanto, houve acréscimo das letras k, w, y ao alfabeto português.
3. Que mudança ocorreu em relação ao trema?
Sua queda completa. Ele só é usado em nomes próprios de origem estrangeira e em seus derivados.
4. Em que situações o hífen deixa de ser usado?- Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente (Ex: autoestima),
- Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s ou r. Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada (Ex: antirreligioso). Entretanto, o hífen permanece quando o prefixo termina com a mesma consoante que se inicia o segundo elemento (ex: hiper-requintado, circum-murado, sub-base).
Este post é recomendável para as pessoas que já têm o domínio da ortografia do português, mas ainda não conhecem as novas regras. Para quem pretende adquirir um conhecimento mais amplo sobre a ortografia, clicar aqui.
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O trema fará falta - 31-08-2011
Minutos antes de o telejornal entrar no ar, o apresentador repassava o texto em voz alta, como se já estivesse à frente da câmera.
De repente, ele entrou em guerra com a palavra inexequível. Perguntou ao seu editor: ?Como é a pronúncia: inexekível ou inexequível? Faltando apenas dois minutos para o telejornal entrar ao vivo, o editor não sabia responder.
Já diante da bancada e irritado, o apresentador recorreu ao diretor: ?Faça um milagre aí da sua sala. Tenho pouquíssimo tempo para saber a pronúncia correta dessa palavra chata?.
O diretor ia pedir socorro à internet, mas só faltavam 30 segundos para o programa começar. Lembrou do dicionário na gaveta de sua mesa. Numa velocidade espantosa, consultou o livro, mas este já estava com a edição segundo as novas regras ortográficas. O u da palavra inexequível estava desnudo, não se sabia se era pronunciável.
Não havia mais tempo. O jornal entrara no ar. O apresentador, nervoso, deu a primeira manchete: ?Veja hoje as principais notícias do dia: A respeito da diminuição dos próprios salários, os deputados afirmam que o projeto é inexekível, perdão, é inexequível... inexekível... Perdão, os deputados afirmam que o projeto não pode ser executado?. (Texto de Valdeir Almeida).
O trema foi a grande vítima da (parcial) Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa. Mataram-no como quem abate uma mosca. Mas nas noites assombrosas dos discursos de oratória, o trema ainda vai puxar a perna de muita gente.
OBS:Neste texto, não se afirma que o fim do trema instituiu uma nova pronúncia.
O que se tenta discutir nessa crônica é que com o fim deste sinal diacrítico, haverá muitas dúvidas quanto à pronúncia de palavras que não fazem parte do nosso cotidiano linguístico.
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Tira-Dúvidas de Língua Portuguesa - 31-08-2011
Envie-nos suas dúvidas de Língua Portuguesa. Nós as elucidaremos gratuitamente aqui, no Painel do Educador. Entre em contato conosco através do e-mail paineldoeducador@gmail.com, ou do formulário abaixo:
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Professora Amanda Gurgel - 23-08-2011
Devemos lembrar constantemente do discurso da professora Amanda Gurgel. Seu desabafo é o mesmo dos demais professores das escolas públicas brasileiras. A diferença é que Amanda Gurgel emitiu sua indignação na câmara de deputados do seu estado, diante daqueles que, equivocamente, diziam preocupados com a paralisação. Vale a pena rever o vídeo:
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?Professor não é anjo, é gente?, por Mary Miranda - 10-02-2011

Nunca tinha lido algo tão visceral, explicativo, objetivo e tocante explicando a nossa profissão, a verdadeira função dela!
Exatamente isso; chega da cultura de "abnegação" no Magistério!
Professor não é anjo; professor é gente!!!!
Professor precisa comer, dormir, passear, viver, enfim.
Vejo gente encarando essa profissão (os que não são professores, claro!) como se fosse correto o docente sofrer.
Frases desse tipo:
- Eu não quero ser professor! Deus me livre, sofre pra caramba! Mas também, quem escolhe isso, é porque gosta...
- Não sei por que professor faz tanta greve! Ele não sabia que iria ganhar mal quando se formou?
Falam essas "pérolas" como se o CERTO FOSSE TODO PROFESSOR SER UM INFELIZ, uma espécie de "carma" que tivesse que carregar por toda a eternidade.
Coisas desse tipo também ouço:
- Hum, professor só vive dizendo que ganha mal. Mas os de lá da minha escola todos eles só têm carrão!
Amigo, dá vontade de sumir quando escuto coisas desse tipo...
Vai ver QUANTOS ANOS O POBRE DO PROFESSOR NÃO LEVOU PARA JUNTAR O DINHEIRO PARA COMPRAR O TAL CARRÃO?!
Sem contar que muitos professores têm familiares de outras profissões privilegiadas financeiramente e recebem ajuda, como se fosse donativo dos apiedados parentes...
Eu poderia escrever o dia todo só falando da minha insatisfação com o que fazem com o Magistério, mas páro aqui.
Esse excelente texto é a reprodução total do comentário que Mary Miranda fez a propósito do post Professor Sacerdote, a desconstrução de um mito.
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Os módulos escolares - 08-02-2011
Alguns pais são contrários a ideia de que a própria escola confeccione módulos utilizados pelos seus estudantes. Alegam que os módulos são mais uma forma que o estabelecimento encontrou para ganhar dinheiro. Ou seja, além do alto valor da mensalidade, ainda existe a obrigatoriedade de pagar por esse material didático.
Contudo, se o projeto pedagógico previa o uso de módulos e os pais acataram a decisão, essa ?cláusula? do projeto deve ser respeitada. E se a contrariedade é porque darão mais dinheiro à escola, eles devem considerar que também teriam que pagar por esse material se fosse confeccionado e vendido numa livraria (ou gráfica).
Acima dessa polêmica, o que precisa ser analisada é a qualidade editorial e didática desses livros. E também se estão em conformidade com a proposta inicial da escola apresentada aos pais. Além disso, é imprescindível que os módulos sejam usados como material de apoio e não como único recurso pedagógico. Se for a segunda alternativa, a escola está incorrendo em grave erro.


















