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Novas descobertas sobre o Universo - 21-01-2012
Cientistas listam 4 novas descobertas e inovações da astronomia
Fonte: BBC BRASIL - 17/01/2012
A matéria escura não emite radiação e não pode ser observada por telescópios (Foto: Nasa)
Cientistas encontraram vários exoplanetas, girando em torno de outras estrelas (Foto: Nasa)A verdadeira cor da Via Láctea, exoplanetas, um observatório voador e a matéria escura estão entre as últimas novidades da astronomia.No último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro, especialistas de todo o mundo apresentaram os últimos desenvolvimentos no estudo do cosmos.
"O telescópio Kepler e as microlentes gravitacionais estão abrindo uma espécie de nova era para a descoberta dos planetas", diz James Palmer, especialista em ciência da BBC.Embora não se conheça vida fora da Terra, para os especialistas estamos iniciando uma nova era no que diz respeito ao nosso conhecimento sobre outros planetas.
Mais planetas são revelados e novas formas de observação e ferramentas acrescentam dados que ajudam a esclarecer, aos poucos, alguns mistérios do espaço. Veja alguns deles.
A verdadeira cor da Via Láctea
A aparência branca da Via Láctea vista da Terra é, na verdade, resultado de um jogo de luz."Para os astrônomos, um dos parâmetros mais importantes é a cor das galáxias. Isso nos indica a idade das estrelas", diz Jeffrey Newman, da Universidade de PittsburghUma comparação entre várias galáxias também teve um resultado pouco surpreendente: a cor é de fato branca.A novidade, no entanto, refere-se à tonalidade específica.Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer, segundo os pesquisadores, o que poderá trazer informações sobre a idade da Via Láctea.Até então, um problema recorrente para detectar a tonalidade era a poeira espacial que interfere nos observatórios instalados na Terra.Os pesquisadores reuniram, então, informações de milhões de galáxias similares à Via Láctea. A partir de um modelo especificamente elaborado para o estudo, foi feita uma média de cor, cujo resultado foi o branco da neve.Com o resultado, será possível avançar no estudo sobre a origem da Via Láctea, que já tem várias estrelas em fase de decadência, diz o professor.Estrelas e planetas
Usando uma microlente gravitacional, a equipe de cientistas encontrou uma série de exoplanetas (que estão fora do sistema solar) girando em torno de outras estrelas. A descoberta indica a existência de milhões de outros planetas, apenas na Via Láctea.O método que permitiu a descoberta consiste em usar a gravidade de uma estrela grande para amplificar a luz de estrelas ainda mais distantes e com planetas ao seu redor.Os astrônomos usam uma série de telescópios relativamente pequenos, conectados em rede, e através destes observam o raro evento de uma estrela passando diante da outra, como se vê da Terra.A equipe de cientistas usou recentemente esse sistema para observar planetas e ainda que o número de descobertas tenha sido relativamente pequeno, pode-se chegar a uma estimativa de quantos podem existir na galáxia.Embora o telescópio Kepler seja a principal ferramenta para descobrir novos exoplanetas nos últimos anos, as microlentes são melhores para localizar planetas de todos os tamanhos e em diferentes distâncias."Apenas nos últimos 15 anos fomos de nenhum planeta conhecido além do sistema solar aos 700 que temos hoje", diz Martin Dominik, da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido.Observatório voador
O congresso também mostrou dados captados por um telescópio bastante incomum, cuja particularidade é estar instalado na carcaça de um avião 747.O grande feito do Sofia (Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha) foi captar imagens do que parece ser uma estrela em formação."Esta parte da Nebulosa de Órion tem sido observada por décadas. É o mais próximo da formação de uma estrela na galáxia, o que nos dá a melhor medida de como as estrelas se formam?, explica o professor James De Buizer, da Universities Space Research Association (USRA).Com 15 toneladas, o telescópio é montado em um suporte giratório para que possa permanecer com suas lentes fixas nas estrelas.Ele foi projetado especialmente para analisar o cosmos na porção infravermelha do espectro eletromagnético, uma vez que os telescópios instalados na Terra não conseguem enxergar essa parte porque o vapor de água na atmosfera absorve essa luz infravermelha.
Os mistérios da matéria escura
No congresso, uma equipe franco-canadense apresentou as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo.As imagens cobrem um espaço cem vezes maiores que aquele até então captado pelo telescópio Hubble e são compatíveis com as teorias em voga até então.Na nova imagem, os aglomerados de matéria escura podem ser visto circundando as galáxias, conectados por filamentos soltos de matéria escura.A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "as teorias da matéria escura indicavam que ela formaria uma intrincada e gigante rede cósmica".É exatamente o que vemos nesses dados, uma rede cósmica abrigando as galáxias", diz.A matéria escura não emite nenhum tipo de radiação eletromagnética e por isso não pode ser observada, sozinha, por telescópios. Ela pode, no entanto, ser detectada por meio de um estudo de como a luz é refletida por elementos que ficam à sua volta.As quatro imagens foram feitas em diferentes estações do ano, cada uma capturando uma parcela do céu que, vista da terra, é tão grande como a palma de uma mão.Essas descobertas constituem um grande salto adiante no entendimento da matéria escura e da forma como ela afeta o jeito que vemos a matéria normal nas distintas galáxias pela noite.Juntas, as imagens mostram mais de 10 milhões de galáxias, cuja luz traz indícios da estrutura mais ampla da matéria escura.A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "a luz de uma galáxia distante que chega até nós é curva, por causa da gravidade da massa da matéria que se encontra no meio" do caminho."A Teoria da Relatividade de Einstein nos diz que a massa altera o espaço e o tempo, então quando a luz chega até nós, vinda do universo, caso cruze a matéria escura, essa luz torna-se curva e a imagem que vemos é distorcida", explica a professora.
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Biomassa e Biogás: Produzindo energia elétrica a partir do lixo... - 18-01-2012
Fontes de energia
A busca por fontes renováveis de energia é um fato de grande importância na atualidade. A nossa sobrevivência esta intimamente ligada as transformações energéticas, pois tudo que existe na natureza pode ser reciclado e reaproveitado de alguma maneira, como por exemplo, o que chamamos de lixo orgânico(restos de animais e vegetais) pode ser utilizado como Biomassa para produção do Biogás, podendo ambos serem utilizados como matéria prima para produção de energia elétrica. Vamos entender os processos dessas transformações energéticas.
Biomassa
Atualmente, a maior parte da energia consumida no Brasil é proveniente de fontes renováveis como a hidroeletricidade e a biomassa. Situação privilegiada no que se refere a suas fontes primárias de oferta de energia.Cerca de 30% das necessidades de energia no país são supridas por biomassa, sob as seguintes formas:- lenha para queima direta nas padarias e cerâmicas;
- carvão vegetal para redução de ferro gusa em fornos siderúrgicos e combustíveis alternativos nas fábricas de cimento do Norte e Nordeste;
- queima de carvão mineral, álcool etílico ou álcool metílico no Sul, para fins carburantes e para indústria química.
Como funciona
O conceito de biomassa compreende todas as matérias orgânicas utilizadas como fontes de energia. Os resíduos agrícolas, madeira e plantas - como a cana-de-açúcar, o eucalipto e a beterraba, colhidos com o objetivo de produzir energia - são os exemplos mais comuns da biomassa.As plantas armazenam energia solar e a transformam em energia química que pode ser convertida em combustível ou calor e, conseqüentemente, em eletricidade. E como podem ser plantadas e replantadas continuamente, considera-se biomassa um recurso renovável.Sistemas de Cogeração da Biomassa
Permitem produzir simultaneamente energia elétrica e calor útil. Estes sistemas configuram a tecnologia mais racional para a utilização de combustíveis.Este é o caso das indústrias sucro-alcooleira e de papel e celulose, que além de demandar potência elétrica e térmica, dispõem de combustíveis residuais que se integram de modo favorável ao processo de cogeração.Gaseificação Industrial
A energia química da biomassa pode ser convertida em calor e depois em outras formas de energia, que são:Este processo é dividido em três etapas:- Secagem - a retirada da umidade pode ser feita quando a madeira é introduzida no gaseificador, aproveitando-se a temperatura do mesmo. Contudo, a operação que utiliza madeira seca é mais eficiente;
- Pirólise ou carbonização - durante esta etapa, formam-se gases, vapor d'água, vapor de alcatrão e carvão;
- Gaseificação - libera a energia necessária ao processo, pela combustão parcial dos produtos da pirólise.
Vantagens da gaseificação da biomassa:
- As cinzas e o carbono residual permanecem no gaseificador, diminuindo a emissão de particulados;
- O combustível resultante é mais limpo e, na maioria dos casos, não há necessidade de controle de poluição;
- Associada a catalisadores, como alumínio e zinco, a gaseificação aumenta a produção de hidrogênio e de monóxido de carbono e diminui a produção de dióxido de carbono.
Biogás
O biogás é outra forma de aproveitamento da biomassa, é uma fonte barata e abundante de energia. Pode ser obtido de resíduos agrícolas, ou mesmo de excrementos de animais e dos homens.A formação do biogás acontece, basicamente, durante a decomposição da matéria viva por bactérias microscópicas. Durante este processo, as bactérias retiram da biomassa parte das substâncias de que necessitam para continuarem vivas, e lançam na atmosfera gases e calor. Este é o biogás.O biogás pode ser utilizado no funcionamento de motores, geradores, moto picadeiras, resfriadores de leite, aquecedor de água, geladeira, fogão, lampião, lança-chamas. Pode ainda substituir o gás liqüefeito de petróleo na cozinha, porém o biogás não compete com a produção de alimentos.Nas propriedades agrícolas, o biogás pode ser produzido em aparelhos simples chamados biodigestores. Os resíduos que sobram, uma substância com aspecto de lodo, quando diluída em água, podem ser utilizados como fertilizantes.Composição do Biogás
O biogás é obtido a partir da digestão anaeróbia de matéria orgânica, como estercos de animais, lodo de esgoto, lixo doméstico, resíduos agrícolas, efluentes industriais e plantas aquáticas. É uma mistura composta principalmente de gás carbônico (30%) e metano (65%).A variação do poder calorífico do biogás (de 5000 a 7000 Kcal/m3) depende da quantidade de metano presente no mesmo. Quanto maior a quantidade de metano, maior será a pureza do biogás e, assim, maior será o seu poder calorífico. O biogás altamente purificado pode alcançar até 12 000 Kcal/m3.Um metro cúbico de biogás equivale a:- 0,613 litro de gasolina;
- 0,579 litro de querosene;
- 0,553 litro de óleo diesel;
- 0,454 litro de gás de cozinha;
- 1,536 quilo de lenha;
- 0,790 litro de álcool hidratado;
- 1,428 kW de eletricidade.FONTE: www.copel.com
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Como calcular o consumo de Energia Elétrica? - 13-01-2012
O gráfico mostra como as pessoas usam a energia elétrica de maneira geral.
É muito fácil manter o controle sobre o gasto com energia elétrica, pois, a COPEL disponibiliza um SIMULADOR DE CONSUMO on-line para que os consumidores possam calcular, em média, o quanto de energia consomem em suas residências de acordo com o uso de cada aparelho elétrico. Também está disponível para Download, vale a pena conferir.Economizando Energia Elétrica:Nunca se esqueça que a economia de Energia Elétrica perpassa a questão monetária. Ao evitar o desperdício estamos preservando o meio ambiente e praticando a Educação Ambiental.
Algumas dicas:
Sugestões para usar melhor os eletrodomésticos sem desperdiçar energia elétrica:Geladeira
- Não abra a porta sem necessidade ou por tempo prolongado.
- Coloque e retire os alimentos e bebidas de uma só vez.
- Evite guardar alimentos ou líquidos quentes na geladeira.
- Não forre as prateleiras da geladeira com plásticos ou vidros.
- Evite a formação de uma camada muita espessa de gelo, faça o degelo periodicamente.
- No inverno, diminua a regulagem da temperatura.
- Mantenha limpa a parte traseira, evitando utilizá-la para secar panos, roupas, etc.
- Verifique se as borrachas de vedação das portas estão em bom estado.
Faça assim:
1. Feche a porta da geladeira prendendo uma folha de papel e tente retirá-la*.
2. Se ela deslizar e sair facilmente é sinal que as borrachas não estão vedando corretamente. Neste caso, troque as borrachas em uma oficina de qualidade.* Repita esse teste em toda a volta da porta.
Chuveiro Elétrico
- Evite banhos quentes demorados.
- Utilize a posição "inverno" somente nos dias frios. A chave na posição "verão" gasta até 40% menos energia. Não mude a chave "verão-inverno" com o chuveiro ligado.
- Não diminua, não emende nem reaproveite resistência queimada.
- A fiação deve ser adequada, bem instalada e com boas conexões. Fios derretidos, pequenos choques e cheiro de queimado são sinais de problemas que precisam ser corrigidos imediatamente.
- Se costuma lavar o banheiro utilizando a água do chuveiro, mantenha a parte elétrica desligada.
Iluminação
- Evite acender lâmpadas durante o dia; abra bem as cortinas e persianas e use ao máximo a luz do sol.
- Use cores claras nas paredes internas da sua residência - as cores escuras exigem lâmpadas com potência maior (Watts) que consomem mais energia.
- Prefira lâmpadas fluorescentes ou fluorescentes compactas, pois iluminam melhor, consomem menos energia e duram até dez vezes mais do que as lâmpadas incandescentes.
- Apague sempre as luzes dos ambientes desocupados, salvo aquelas que contribuam para a segurança.
- Limpe regularmente luminárias, globos e arandelas para ter um bom nível de iluminamento.
Televisor, aparelho de som e computador, entre outros
- Televisão, som ou computador? Mantenha ligado somente o aparelho que você está utilizando.
- Evite o hábito de dormir com aparelhos ligado.
- Não deixe aparelhos ligados sem necessidade.
Ferro elétrico
- Espere acumular uma boa quantidade de roupa e passe tudo de uma vez. Ligar o ferro várias vezes ao dia desperdiça muita energia.
- No caso de ferro elétrico automático, use a temperatura de aquecimento indicada para cada tipo de tecido, iniciando sempre pelas roupas que requerem temperaturas mais baixas.
- Deixe o ferro desligado quando não estiver em uso, mesmo por intervalos curtos.
Máquinas de lavar roupa e louça
- Utilize as máquinas de lavar roupa ou louça sempre na capacidade máxima.
- Utilize a quantidade adequada de sabão ou detergente, para não ter que repetir a operação de enxaguar.
Condicionador de ar
- Mantenha as portas e janelas fechadas ao usar o condicionador de ar.
- A vedação do ambiente deve ser bem feita.
- Limpe os filtros do aparelho periodicamente, para melhorar a circulação do ar e consumir menos energia.
- Desligue o aparelho quando for ficar fora do ambiente por mais de uma hora.
- Evite instalar o aparelho em local exposto aos raios solares.
- Regule o termostato. O frio ou calor máximo nem sempre é a condição mais confortável.FONTE:
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Princípios Básicos da Eletricidade - 13-01-2012
Curiosidades sobre a eletricidade
Uma das principais fontes de energia da civilização contemporânea é a energia elétrica. O princípio físico no qual uma das partículas atômicas, o elétron, apresenta uma carga negativa, é o fundamento dessa forma de energia, que tem uma infinidade de aplicações na vida moderna.Eletricidade é o fenômeno físico associado a cargas elétricas estáticas ou em movimento. Seus efeitos se observam em diversos acontecimentos naturais, como nos relâmpagos, que são faíscas elétricas de grande magnitude, geradas a partir de nuvens carregadas. Confirmou-se que a energia elétrica permite explicar grande quantidade de fenômenos físicos e químicos.A constituição elétrica da matéria se fundamenta numa estrutura atômica em que cada átomo é composto por uma série de partículas, cada uma com determinada carga elétrica. Por isso se define carga elétrica como propriedade característica das partículas que constituem as substâncias e que se manifesta pela presença de forças. A carga elétrica pode ser positiva ou negativa.
Primeiras noções
Nas civilizações antigas já eram conhecidas as propriedades elétricas de alguns materiais. A palavra eletricidade deriva do vocábulo grego elektron (âmbar), como conseqüência da propriedade que essa substância tem de atrair partículas de pó, quando em atrito com fibras de lã.O cientista inglês William Gilbert, primeiro a estudar sistematicamente a eletricidade e o magnetismo, verificou que outros materiais, além do âmbar, adquiriam, quando atritados, a propriedade de atrair outros corpos. Ele chamou a força observada de elétrica.A essa eletrificação atribuiu a existência de um "fluido" que, depois de removido de um corpo por fricção, deixava uma "emanação". Embora a linguagem utilizada seja curiosa, as noções de Gilbert se aproximam dos conceitos modernos, desde que a palavra fluido seja substituída por "carga", e emanação por "campo elétrico".No século XVIII, o francês Charles François de Cisternay Du Fay comprovou a existência de dois tipos de força elétrica: uma de atração, já conhecida, e outra de repulsão. Suas observações foram depois organizadas por Benjamin Franklin, que atribuiu sinais - positivo e negativo - para distinguir os dois tipos de carga. Nessa época, já haviam sido reconhecidas duas classes de materiais: isolantes e condutores.Foi Benjamin Franklin quem demonstrou, pela primeira vez, que o relâmpago é um fenômeno elétrico, com sua famosa experiência com uma pipa. Ao empinar a pipa num dia de tempestade, conseguiu obter efeitos elétricos através da linha e percebeu, então, que o relâmpago resultava do desequilíbrio elétrico entre a nuvem e o solo.A partir dessa experiência, Franklin produziu o primeiro pára-raios. No final do século XVIII, importantes descobrimentos no estudo das cargas estacionárias foram conseguidos com os trabalhos de Joseph Priestley, Lord Henry Cavendish, Charles-Augustin de Coulomb e Siméon-Denis Poisson. Os caminhos estavam abertos e em poucos anos os avanços dessa ciência foram espetaculares.
Alessandro Volta, fundador da eletricidade moderna, apresenta seus experimentos a Napoleão Bonaparte. A pilha inventada pelo físico italiano proporcionou um meio de produzir corrente elétrica.
Modelo da pilha de Volta, invenção utilizada por outros cientistas como fonte de corrente elétrica fins práticos. (Deutsche Museum - Munique)
Thomas Alva EdisonEm 1800, o conde Alessandro Volta inventou a pilha elétrica, ou bateria, logo transformada por outros pesquisadores em fonte de corrente elétrica de aplicação prática. Em 1820, André-Marie Ampère demonstrou as relações entre correntes paralelas e, em 1831, Michael Faraday fez descobertas que levaram ao desenvolvimento do dínamo, do motor elétrico e do transformador.As pesquisas sobre o poder dos materiais de conduzir energia estática, iniciadas por Cavendish em 1775, foram aprofundadas na Alemanha pelo físico Georg Simon Ohm. Publicada em 1827, a lei de Ohm até hoje orienta o desenho de projetos elétricos. James Clerk Maxwell encerrou um ciclo da história da eletricidade, ao formular as equações que unificam a descrição dos comportamentos elétrico e magnético da matéria.O aproveitamento dos novos conhecimentos na indústria e na vida cotidiana se iniciou no fim do século XIX. Em 1873, o cientista belga Zénobe Gramme demonstrou que a eletricidade pode ser transmitida de um ponto a outro através de cabos condutores aéreos. Em 1879, o americano Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente e, dois anos depois, construiu, na cidade de Nova Iorque, a primeira central de energia elétrica com sistema de distribuição. A eletricidade já tinha aplicação, então, no campo das comunicações, com o telégrafo e o telefone elétricos e, pouco a pouco, o saber teórico acumulado foi introduzido nas fábricas e residências.O descobrimento do elétron por Joseph John Thomson, na década de 1890, pode ser considerado o marco da passagem da ciência da eletricidade para a da eletrônica, que proporcionou um avanço tecnológico ainda mais acelerado.Natureza elétrica da matéria
Segundo a visão atomista do universo, todos os corpos são constituídos por partículas elementares que formam átomos. Estes, por sua vez, se enlaçam entre si para dar lugar às moléculas de cada substância. As partículas elementares são o próton e o nêutron, contidos no núcleo, e o elétron, que gira ao seu redor e descreve trajetórias conhecidas como órbitas.A carga total do átomo é nula, ou seja, as cargas positiva e negativa se compensam porque o átomo possui o mesmo número de prótons e elétrons - partículas com a mesma carga, mas de sinais contrários. Os nêutrons não possuem carga elétrica. Quando um elétron consegue vencer a força de atração do núcleo, abandona o átomo, que fica, então, carregado positivamente.Livre, o elétron circula pelo material ou entra na configuração de outro átomo, o qual adquire uma carga global negativa. Os átomos que apresentam esse desequilíbrio de carga se denominam íons e se encontram em manifestações elétricas da matéria, como a eletrólise, que é a decomposição das substâncias por ação da corrente elétrica.A maior parte dos efeitos de condução elétrica, porém, deve-se à circulação de elétrons livres no interior dos corpos. Os prótons dificilmente vencem as forças de coesão nucleares e, por isso, raras vezes provocam fenômenos de natureza elétrica fora dos átomos.De maneira geral, diante da energia elétrica, as substâncias se comportam como condutoras ou isolantes, conforme transmitam ou não essa energia. Os corpos condutores se constituem de átomos que perdem com facilidade seus elétrons externos, enquanto as substâncias isolantes possuem estruturas atômicas mais fixas, o que impede que as correntes elétricas as utilizem como veículos de transmissão.Os metais sólidos constituem o mais claro exemplo de materiais condutores. Os elétrons livres dos condutores metálicos se movem através dos interstícios das redes cristalinas e assemelham-se a uma nuvem. Se o metal se encontra isolado e carregado eletricamente, seus elétrons se distribuem de maneira uniforme sobre a superfície, de forma que os efeitos elétricos se anulam no interior do sólido. Um material condutor se descarrega imediatamente ao ser colocado em contato com a terra.A eletrização de certos materiais, como o âmbar ou o vidro, se deve a sua capacidade isolante pois, com o atrito, perdem elétrons que não são facilmente substituíveis por aqueles que provêm de outros átomos. Por isso, esses materiais conservam a eletrização por um período de tempo tão mais longo quanto menor for sua capacidade de ceder elétrons.Eletrostática
A parte da eletricidade que estuda o comportamento de cargas elétricas estáticas no espaço é conhecida pelo nome de eletrostática. Ela desenvolveu-se precocemente dentro da história da ciência e se baseia na observação das forças de atração ou repulsão que aparecem entre as substâncias com carga elétrica.Estudos quantitativos de eletrostática foram feitos separadamente por Coulomb e Cavendish. A chamada lei de Coulomb estabelece que as forças de atração ou repulsão entre partículas carregadas são diretamente proporcionais às quantidades de carga dessas partículas e inversamente proporcionais ao quadrado da distância que as separa. Determinada de forma empírica, essa lei só é válida para cargas pontuais em repouso. Sua expressão matemática é:F = k' Q Q' ------------ r²Q e Q' indicam a grandeza das cargas, r é a distância entre elas e k é a constante de proporcionalidade ou constante dielétrica, cujo valor depende do meio em que se acham imersas as partículas elétricas. A direção das forças é paralela à linha que une as cargas elétricas em questão. O sentido depende da natureza das cargas: se forem de sinais contrários, se atraem; se os sinais forem iguais, se repelem. A unidade de carga da lei de Coulomb recebe a denominação de coulomb no sistema internacional. A força se expressa em newtons e a distância, em metros.Campo elétrico
Com o desenvolvimento da eletricidade como ciência, a física moderna abandonou o conceito newtoniano de força como causa dos fenômenos e introduziu a noção de campo. A liberação das partículas passou a ser associada às diferenças de níveis energéticos e não à ação direta de forças.Define-se campo elétrico como uma alteração introduzida no espaço pela presença de um corpo com carga elétrica, de modo que qualquer outra carga de prova localizada ao redor indicará sua presença. Por meio de curvas imaginárias, conhecidas pelo nome de linhas de campo, visualiza-se a direção da força gerada pelo corpo carregado.As características do campo elétrico são determinadas pela distribuição de energias ao longo do espaço afetado. Se a carga de origem do campo for positiva, uma carga negativa introduzida nele se moverá, espontaneamente, pela aparição de uma atração eletrostática.Pode-se imaginar o campo como um armazém de energia causadora de possíveis movimentos. É usual medir essa energia por referência à unidade de carga, com o que se chega à definição de potencial elétrico, cuja magnitude aumenta em relação direta com a quantidade da carga geradora e inversa com a distância dessa mesma carga.A unidade de potencial elétrico é o volt, equivalente a um coulomb por metro. A diferença de potenciais elétricos entre pontos situados a diferentes distâncias da fonte do campo origina forças de atração ou repulsão orientadas em direções radiais dessa mesma fonte.A intensidade do campo elétrico se define como a força que esse campo exerce sobre uma carga contida nele. Dessa forma, se a carga de origem for positiva, as linhas de força vão repelir a carga de prova, e ocorrerá o contrário se a carga de origem for negativa. Diz-se, portanto, que as cargas positivas são geradoras de campos magnéticos e as negativas, de sistemas de absorção ou sumidouros.Dielétricos
As substâncias dielétricas (que isolam eletricidade) se distinguem das condutoras por não possuírem cargas livres que possam mover-se através do material, ao serem submetidas a um campo elétrico. Nos dielétricos, todos os elétrons estão ligados e por isso o único movimento possível é um leve deslocamento das cargas positivas e negativas em direções opostas, geralmente pequeno em comparação com as distâncias atômicas.Esse deslocamento, chamado polarização elétrica, atinge valores importantes em substâncias cujas moléculas já possuam um ligeiro desequilíbrio na distribuição das cargas. Nesse caso, se produz ainda uma orientação dessas moléculas no sentido do campo elétrico externo e se constituem pequenos dipolos elétricos que criam um campo característico. O campo é dito fechado quando suas linhas partem do pólo positivo e chegam ao negativo.O campo elétrico no interior das substâncias dielétricas contém uma parte, fornecida pelo próprio dielétrico em forma de polarização induzida e de reorientação de suas moléculas, que modifica o campo exterior a que está submetido. O estudo dos dielétricos adquire grande relevância na construção de dispositivos armazenadores de energia elétrica, também conhecidos como condensadores ou capacitores Estes constam basicamente de duas placas condutoras com potencial elétrico distinto, entre as quais se intercala a substância dielétrica.Cria-se um campo elétrico entre as placas, incrementado pela polarização do dielétrico que armazena energia. A capacidade de armazenamento de um condensador se avalia mediante um coeficiente - conhecido como capacitância - que depende de suas características físicas e geométricas. Essa grandeza tem dimensões de carga por potencial elétrico e se mede comumente em faradays (coulombs por volts).Circuitos elétricos e forças eletromotrizes
Do estudo da eletrólise - intercâmbio eletrônico e energético entre substâncias químicas normalmente dissolvidas - surgiram as primeiras pilhas ou geradores de corrente. Sua aplicação em circuitos forneceu dados fundamentais sobre as propriedades elétricas e magnéticas da matéria.Uma carga introduzida num campo elétrico recebe energia dele e se vê impelida a seguir a direção das linhas do campo. O movimento da carga é provocado físico, segundo o qual todo corpo alcança o equilíbrio em seu estado de energia mínima. Portanto, a carga tende a perder a energia adquirida, ao movimentar-se para áreas menos energéticas.Em termos elétricos, o movimento das cargas é provocado por diferenças de potencial elétrico no espaço, e as partículas carregadas se dirigem de zonas de maior para as de menor potencial. Nessa propriedade se fundamentam as pilhas e, em geral, todos os geradores de corrente, que consistem em duas placas condutoras com potenciais diferentes.A ligação, por um fio, dessas duas placas chamadas eletrodos produz uma transferência de carga, isto é, uma corrente elétrica, ao longo do circuito. A grandeza que define uma corrente elétrica é sua intensidade, que é a quantidade de cargas que circulam através de uma seção do filamento condutor numa unidade de tempo. A unidade de intensidade da corrente é o ampère (coulomb por segundo).Muitos físicos, entre eles Gay-Lussac e Faraday, pesquisaram as relações existentes entre a tensão e a corrente elétricas. Georg Simon Ohm estudou as correntes elétricas em circuitos fechados e concluiu que as intensidades resultantes são diretamente proporcionais à diferença de potencial fornecida pelo gerador.A constante de proporcionalidade, denominada resistência elétrica do material e medida em ohms (volts por ampères), depende das características físicas e geométricas do condutor. Neste contexto, dispõem-se de diferentes recursos que permitem a regulagem e controle das grandezas elétricas. Assim, por exemplo, a ponte de Wheatstone se emprega para determinar o valor de uma resistência não conhecida e as redes elétricas constituem circuitos múltiplos formados por elementos geradores e condutores de resistências distintas.Efeitos térmicos da eletricidade
A passagem de cargas elétricas em grande velocidade, através de condutores, origina uma perda parcial de energia em função do atrito. Essa energia se desprende em forma de calor e, por isso, um condutor sofre aumento de temperatura quando a corrente elétrica circula através dele.James Joule calculou as perdas de uma corrente num circuito, provocadas pelo atrito. Nesse fenômeno, denominado efeito Joule, fundamentam-se algumas aplicações interessantes da eletricidade, como as resistências das estufas. O efeito também ocorre no filamento incandescente - fio muito fino de tungstênio ou material similar que emite luz quando aumenta a temperatura - utilizado nas primeiras lâmpadas de Edison e nas atuais lâmpadas elétricas.Deve-se ao efeito Joule a baixa rentabilidade industrial do sistema de correntes contínuas, em função das elevadas perdas que se verificam. Esse problema foi solucionado com a criação de geradores de corrente alternada, nos quais a intensidade elétrica varia com o tempo.AplicaçõesA principal vantagem oferecida por uma rede elétrica é a facilidade de transporte de energia a baixo custo. Diversas formas de energia, tais como a hidráulica e a nuclear, transformam-se em elétricas, mediante eletroímãs de orientação variável que produzem correntes alternadas. Essas correntes são conduzidas com o auxílio de cabos de alta tensão, com milhares de volts de potência.Normalmente, a eletricidade é utilizada como fonte de energia em diversos tipos de motores com múltiplos usos, cuja enumeração seria interminável: eletrodomésticos, calefação, refrigeração de ar, televisão, rádio, entre outros. Nos centros de telecomunicação, a corrente elétrica funciona como suporte energético codificado que viaja por linhas de condução para ser decifrado por aparelhos de telefonia, equipamentos de informática.Energia elétrica
Junto com as energias mecânica, química e térmica, a eletricidade compõe o conjunto de modalidades energéticas de uso habitual. De fato, como conseqüência de sua capacidade de ser transformada de forma direta em qualquer outra energia, sua facilidade de transporte e grande alcance através das linhas de alta tensão, a energia elétrica se converteu na fonte energética mais utilizada no século XX.Ainda que a pesquisa de fontes de eletricidade tenha se voltado para campos pouco conhecidos, como o aproveitamento do movimento e da energia dos mares, as formas mais generalizadas são a hidrelétrica, obtida pela transformação mecânica da força de quedas d'água, e a térmica, constituída por centrais geradoras de energia alimentadas por combustíveis minerais sólidos e líquidos.Desde que se passou a utilizar eletricidade como fonte energética, sua produção experimentou um crescimento vertiginoso. A importância dessa forma de energia se pode provar pelo fato de, modernamente, os países mais industrializados duplicarem o consumo de energia elétrica a cada dez anos. Entre os países de maior produção e consumo em todo o mundo estão os Estados Unidos, a Rússia, o Reino Unido e a Alemanha. Também ostentam consideráveis índices de produção os países que dispõem de importantes recursos hídricos, como o Canadá e a Noruega.FONTE:
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A Física na Antiguidade - 11-01-2012
Filósofos Pré-SocráticosFoi na antiga Grécia que os primeiros estudos físicos foram realizados. Os fenômenos da natureza eram estudados pelos recém-surgidos "filósofos naturais" que tinham por objetivo racionalizar o mundo, deixando de lado os conceitos míticos e religiosos. Os filósofos pré-socráticos tentavam entender a Physis ? o mundo natural. E assim Leucipo de Mileto, e seu aluno Demócrito de Abdera, formularam as primeiras hipóteses do que viria a ser a teoria atômica, no século V a.C. Segundo eles, o Universo era formado por átomos infinitos e indivisíveis, sólidos porém tão pequenos que não podem ser vistos, e estão em constante movimento no vácuo.PitágorasOutro pensador importante entre os pré-socráticos foi Pitágoras, que contribuiu de modo decisivo à filosofia natural através sobretudo dos seus estudos da matemática. Pitágoras descobriu a relação entre o comprimento de uma corda vibrante e o tom que emite. À sua escola se deve também a ideia de que a Terra é esférica, os planetas se movem em diferentes velocidades em suas várias órbitas ao redor da Terra. Pela cuidadosa observação dos astros, surge a ideia de que há uma ordem que domina o Universo e que essa ordem se pode expressar através da matemática.AristótelesAristóteles contribui também decisivamente à filosofia natural. Ele estabelece as primeiras ideias de movimento, a queda de corpos rígidos e geocentrismo. O seu pensamento é dominante na Física até ao final da Idade Média. É de realçar que muitas destas ideias não são necessariamente originadas por Aristóteles, mas é ele que as ordena e estabelece dentro de um edifício filosófico completo.A Gravidade e os Elementos BásicosA Gravidade na Antiguidade era, por exemplo, explicada através do seguinte princípio: Os corpos tendem a voltar ao seu lugar natural. Acreditava-se que o mundo era formado por quatro elementos básicos: a terra, a água, o ar e o fogo. Quanto mais pesado ele fosse, mais terra ele era e consequentemente mais rápido ele cairia no chão. A água se espalha pelo chão porque seu lugar natural é a superfície da Terra. O ar tende a ficar em torno da Terra. O fogo pertence aos círculos superior, acima do ar e por isso as chamas se "dirigem" para cima. A Cosmologia ficou, até ao surgimento do heliocentrismo no Renascimento, definida pelo modelo geocentrismo/geocêntrico do universo estabelecido de forma completa por Ptolomeu no qual os planetas se moviam em pequenos círculos, chamados de epiciclos.Arquimedes e a HidrostáticaArquimedes é sem dúvida o maior físico da Antiguidade. A ele se devem muitos estudos importantes, dos quais se destacam a lei da Hidrostática. Existe uma lenda que conta que o rei de Siracusa desafiou Arquimedes a encontrar uma maneira de verificar, sem a estragar, se a coroa que o mesmo havia encomendado era de ouro maciço ou não. Arquimedes tomando banho reparou que a quantidade de água deslocada quando ele entrou na banheira era igual ao volume de seu corpo. Ao descobrir esta relação, vai ao palácio e mede a quantidade de água que transborda de uma bacia cheia de água quando nele mergulha o volume de um peso de ouro igual ao da coroa, de um peso de prata igual ao da coroa e por fim o da própria coroa. Como o volume de água da coroa foi intermédio ao dos dois pesos, ele calculou a proporção de prata que foi misturada com o ouro. Após essas experiências, Arquimedes formulou o seguinte princípio: todo corpo mergulhado em um fluido recebe pressão do fluido por todos os lados, e a resultante dessas pressões é um impulso de baixo para cima, igual ao peso do volume do fluido deslocado. Concluiu por isso que os corpos mais densos do que o fluido afundam e os menos densos flutuam.FONTE:FÍSICA TEÓRICA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2012. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=F%C3%ADsica_te%C3%B3rica&oldid=28297314>. Acesso em: 11 jan. 2012.
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Novas Pérolas do ENEM... - 03-01-2012
Estas "pérolas" recebi por email da Professora Silvana Salvagnini. Não sei se é para rir ou para chorar....fico em dúvida de como marcar essa postagem.
PÉROLAS DO ENEM ou será AH...NEM· "O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino".Ou seja: alguns ex-presidentes casaram-se com travestis.· "Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar".· (Alguém poderia traduzir?!)· "O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba".· "Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos".· (Esse aí deve comer capim.)· "Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana".· (?Sarneamento? deve ser o conjunto de medidas adotadas por Sarney no Maranhão. Quer dizer, eu ?axo?, mas não me ?pré-ocupo? muito.)· "Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Russia".· (Não, besta, foi o avô dele.)· "O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro".· (Demorou o "céculo" inteiro pra fazer a mudança.)· "A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje".· (Esqueceu a História em Quadrinhos.)· "Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam".· (Mas e se os índios não matassem os mortos????)· "Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos".· (Ou era uma "biga" macho que tinha duas "bigas" fêmeas, puxada por um burro?!)· "No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando".· (Deve ter sido no tempo em que lá chegaram as primeiras prostitutas.)· "Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu".· (Como será que eles pretendiam fazer isso?!)·· "A capital da Argentina é Buenos Dias".· (De dia. À noite chama-se Buenas Noches.)· "A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão".· (E a "prinssipal" função do autor deveria ser a mesma. E ainda vivo...)· "As aves tem na boca um dente chamado bico".· (Cruz credo.)· "A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva".· (hehe. Esse é espirituoso...)· "Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos".· (Senão a anta morre.)· ?Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs".· (E alguns ainda vivem nas "catatumbas".)· "Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais".· (Precisa "dezenvolver" o cérebro. Será que egipício é para rimar com estrupício?)· "O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro".· (Esse aí não deve ter o tal nervo, ou seu cérebro não seria tão obscuro.)· "A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos".· (I will survive.)· "O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".· (Verdade: de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquadutos para levar as inundações.)· "Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas".· (Juro que eu não li isso.)· "As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas".· (Hum... Desconfio que vai ser poeta!)· "Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".· (Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)· As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet".· (Deve estar falando do CD dos Raimundos.)· "A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".· (Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)· "O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".· (Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?)· "Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".· (Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)· "Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba".· (Enquanto praticavam ?Tiro ao Álvaro?.)· "Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente".· (Indecente: o sol não nasceu pra todos.)· "A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo. Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Lua e outros 4 que eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, a senhora não vai esperar eu lembrar, vai? Mas tomara que não baixe minha nota por causa disso porque esquecer a memória em casa todo mundo esquece um dia, não esquece?".Quase chorei. Mas todo mundo deveria esquecer a memória em casa, ao menos um dia: isso é lindo.
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Nem Jesus aguentaria ser professor nos dias de hoje... - 02-01-2012
Férias, navegando pela internet encontrei este post no blog: Ensino de Química, dei algumas risadas...refleti... realmente é essa a nossa realidade? Que tristeza!Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.Tomando a palavra, disse-lhes:- Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles....Pedro o interrompeu:- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?André perguntou:- É pra copiar?Filipe lamentou-se:- Esqueci meu papiro!Bartolomeu quis saber:- Vai cair na prova?João levantou a mão:- Posso ir ao banheiro?Judas Iscariotes resmungou:- O que é que a gente vai ganhar com isso?Judas Tadeu defendeu-se:- Foi o outro Judas que perguntou!Tomé questionou:- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?Tiago Maior indagou:- Vai valer nota?Tiago Menor reclamou:- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.Simão Zelote gritou, nervoso:- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?Mateus queixou-se:- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?Caifás emendou:- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. - Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.- E vê lá se não vai reprovar alguém!E, foi nesse momento que Jesus levantou os olhos para o céu e disse:"Senhor, Senhor por que me abandonastes?"
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Como falar de Educação Ambiental sem conhecer a Química Ambiental? - 19-12-2011
Prof. Adão Reinaldo Farias
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394/96), é obrigatório o ensino de Educação Ambiental para todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. E como falar em Educação Ambiental sem conhecer a Química Ambiental?A Química Ambiental originou-se da Química clássica e hoje é uma ciência interdisciplinar por envolver não só as áreas básicas da Química como também a Biologia, a Geologia, a Ecologia e a Engenharia Sanitária.A Química Ambiental estuda os processos químicos(mudanças) que ocorrem no meio ambiente. Essas mudanças podem ser naturais ou causadas pelo homem e em alguns casos podem trazer sérios danos à humanidade. Atualmente há uma grande preocupação em entender a química do meio ambiente, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida em nosso planeta.De acordo com Bernadelli (2004), muitas pessoas resistem ao estudo da Química pela falta de contextualização de seus conteúdos. Muitos estudantes do Ensino Médio têm dificuldade de relacioná-los em situações do cotidano (DCE ? Química, 2008, pg. 55) .Conhecendo melhor o meio ambiente, através da Química Ambiental estaremos contribuindo para melhorar a qualidade de vida, com isso estaremos inserindo o aluno na cultura científica a partir da análise de situações cotidianas e mostrando ao educando as relações da Química com a sociedade e a tecnologia, para que ele se aproprie dos conhecimentos químicos e seja capaz de refletir criticamente sobre o meio que está inserido (DCE - Química, 2008, pg.50).Referências:PARANÁ. Secretaria do Estado da Educação. Diretrizes curriculares de rede pública de educação básica do Estado do Paraná. Curitiba, 2008.QUÍMICA AMBIENTAL. (1999) Disponível em: http:www.wikipedia.org.br. Acesso em: 24 abril. 2011.BRASIL. A Lei N° 9.793. A Educação Ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1995QUÍMICA AMBIENTAL. Disponível em: http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/ Acesso em: 24 abril. 2011.
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O que é Educação Ambiental? - 19-11-2011
Prof. Adão Reinaldo FariasPara a Wikipedia (2011) a Educação ambiental é um ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o meio ambiente, a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos recursos. É uma metodologia de análise que surge a partir do crescente interesse do homem em assuntos como o ambiente, devido às grandes catástrofes naturais que tem assolado o mundo nas últimas décadas.No Brasil a Educação Ambiental assume uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e uso sustentável de seus recursos naturais, mas incorporando fortemente a proposta de construção de sociedades sustentáveis (QUÍMICA AMBIENTAL, 2011).A Educação Ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1995 (BRASIL, 1995). A Lei N° 9.793 ? Lei da Educação Ambiental ? em seu Art. 1º afirma: ?Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais? Art. 2º ?A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal?ReferênciasBRASIL. A Lei N° 9.793. A Educação Ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1995QUÍMICA AMBIENTAL. (1999) Disponível em: http:www.wikipedia.org.br. Acesso em: 19 out. 2011.
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Reciclagem - Química Ambiental - 15-11-2011

Reciclagem - uma atitude sustentávelProf. Adão Reinaldo FariasImagem:A reciclagem visa o reaproveitamento dos resíduos e a economia de energia, uma vez que praticamente todo o lixo (orgânico ou inorgânico) pode ser reciclado. Ela contribui para a diminuição da quantidade de lixo, queimado ou despejado nos lixões ou nos aterros sanitários, e de seu impacto ambiental. Hoje a reciclagem, através da coleta do material, representa um fator socioeconômico, pois existem muitos catadores individuais, associações e cooperativas que sobrevivem dessa atividade.O lixo pode ser classificado conforme sua natureza física em seco: papéis, plásticos, metais, couros tratados, tecidos, vidros, madeiras, cerâmicas, guardanapos e toalhas de papel, pontas de cigarro, isopor, lâmpadas, parafina, porcelana, espumas e cortiças ou em úmido: pó de café, cabelos, sobras de alimentos, cascas e bagaços de frutas, verduras, ovos e legumes, alimentos deteriorados, ossos, podas de árvores e jardins. A classificação do lixo visa a separar diferentes tipos de resíduos para que cada um tenha tratamento adequado quanto a sua natureza.O lixo orgânico (úmido) se decompõem em curto prazo e, por isso, podem ser transformados em adubo. Essa classificação "orgânico" não coincide com a utilizada na Química.Os materiais do lixo inorgânico podem ser reaproveitados ou reciclados, mais esses processos podem ser prejudicados quando o lixo seco entra em contato com o lixo úmido, que tem origem em seres vivos (orgânico). Por isso, embalagens como vidros e plásticos devem ser secos antes de serem colocados no lixo.A regra básica para separação do lixo domiciliar é: nunca misture o lixo seco com o lixo úmido.Referências:BAIRD, C.. Química ambiental. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.PENTEADO, P. C. M.; TORRES, C. M. A.. Física: ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna, 2005.ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à química ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2004.
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Poluição Ambiental - Química Ambiental - 15-11-2011
Prof. Adão Reinaldo Farias
Nas diretrizes, as disciplinas escolares são entendidas como campos do conhecimento, identificam-se pelos repectivos conteúdos estruturantes e por seus quadros teóricos conceituais. Considerando esse constructo teórico, as disciplinas são o pressuposto para a interdisciplinaridade (DCE- Química, 2008, pg. 27).
A partir da Química Ambiental, podemos estabelecer relações interdisciplinares, com a disciplinas de Biologia, Geografia e Física, através do tema poluição ambiental.Poluição AmbientalO meio ambiente tem sido alterado pelo lançamento de composto químicos poluentes, devido o uso de combustíveis, como o carvão e o petróleo, a utilização de inseticidas e adubos na agricultura e as diversas atividades industriais que contaminam o ar, a água e o solo. O meio ambiente também recebe poluentes provenientes de fenômenos naturais (erupções vulcânicas e as tempestades de poeira). Os poluentes provocam danos a saúde das pessoas e afetam toda a natureza. Sempre que ocorre uma alteração nas características originais do meio ambiente, está ocorrendo uma poluição ambiental.
1. Poluição do ArA poluição do ar para Sardella (2003) pode ocorrer de maneira natural, como por exemplo, na erupção de um vulcão ou pode ocorrer através de gases liberados pelas chaminés das fábricas pelos escapamentos de veículos. Para Penteado e Torres (2005) gases como óxidos de enxofre (SO2 e SO3), óxidos de nitrogênio (NO e NO2), material particulado, dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO) e hidrocarbonetos (CxHy), são substâncias constituintes dos produtos primários, que podem reagir entre si ou com os componentes do ar, formando substâncias como ácido sulfúrico (H2SO4), ácido nítrico (HNO3), água oxigenada (H2O2), ozônio (O3), trióxido de enxofre (SO3) e Sais de NO3 e SO4²-, formando os poluentes secundários.Alergias, doenças respiratórias, lesões em órgãos internos e doenças mesmo graves, como o câncer, podem ser provocadas através da poluição do ar. A poluição do ar atinge os seres humanos, os animais e a vegetação. O vapor de água (H2O) reage com o dióxido de enxofre (SO2), formando o ácido sulfúrico (H2SO4) e com óxidos de nitrogênio (NOx), formando o ácido nítrico (HNO3). A chuva, na presença desses ácidos passa a ter um caráter ácido (chuva ácida), responsável pelo desaparecimento de várias espécies aquáticas, pela destruição da vegetação e pela corrosão de metais.O monóxido de carbono (CO) é um dos gases emitidos pelos escapamentos dos automóveis, pode causar dores de cabeça, perda de visão e até a morte.2. A Poluição da ÁguasSegundo Penteado e Torres (2005) a poluição das águas de rios e lagos ocorrem através das águas já usadas nas residências, contendo fezes urina, restos de comida, sabões e detergentes que são despejados diretamente ou pelas redes de esgoto. Essas substâncias sofrem o processo de decomposição em pequenas quantidades. Em grandes quantidades e sem tratamento provocam um aumento considerável de microorganismos, e ao respirarem consomem o gás oxigênio (O2) dissolvido na água, provocando a morte dos peixes.O nitrogênio (N) e o fósforo (P), presentes nos adubos químicos, são levados pela chuva e atingem rios e lagos, juntando-se com as substancias existentes nos esgotos, fazendo com que as algas proliferem em grande quantidade, impedindo a passagem se luz para a água, ficando as plantas que vivem no fundo sem realizar a fotossíntese, não produzindo o gás oxigênio (O2).Os metais como o cádmio (Cd), chumbo (Pb), e mercúrio (Hg), que são despejado pelas indústrias nos rios, põem em risco todas as espécies aquáticas presentes. O mercúrio (Hg) apresenta efeito acumulativo, concentrando-se ao longo das cadeias alimentares. No ser humano, pode provocar lesões no sistema nervoso, no cérebro, na medula, no fígado e nos rins.3. A Poluição do SoloA principal forma de poluição do solo é a deposição do lixo, sem qualquer tipo de cuidado. Os resíduos industriais levados pelo ar e pela água também podem ser absorvidos pelo solo, causando problemas de saúde a população.Outra causa de poluição do solo, é a utilização de inseticidas e adubos químicos altamente tóxicos na lavoura, prejudicando todo o ecossistema. O uso do DDT e do BHC, compostos do grupo dos hidrocarbonetos clorados, que hoje estão proibidos, foram durante muito tempo empregados no combate às pragas. Esses produtos, não biodegradáveis, incorporam-se as cadeias alimentares alcançando o ser humano.4. Poluição RadioativaA contaminação radioativa tem sido um dos maiores problemas para o uso pacífico da energia nuclear, devido aos rejeitos resultantes do processo, dando origem ao lixo nuclear, que em geral é radioativo e tóxico. O lixo nuclear pode ser gerado nos núcleos dos reatores atômicos, por contaminação radioativa ou na extração, purificação ou enriquecimento do urânio. A contaminação radioativa que pode ocorrer mediante a um acidente nuclear gera preocupações no uso pacífico da energia nuclear. A radiação liberada no meio ambiente pode ferir, matar e provocar mutações em pessoas e outros seres vivos.Segundo as diretrizes curriculares a interdisciplinaridade é uma questão epistemológica, isto é, é o estudo científico da ciência (conhecimento), sua natureza e sua limitação e as disciplinas escolares não são herméticas, fechadas em si. Dentro destas perspectivas, a Química Ambiental, a partir de suas especificidades pode chamar às outras disciplinas e, em conjunto ampliar a abordagem dos conteúdos, buscando a totalidade e levando em conta as dimensões científica, filosófica e artística do conhecimento (DCE - Química, 2008, pg. 27).Referências:QUÍMICA AMBIENTAL. Disponível em: http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/ Acesso em: 24 abril. 2011.
BAIRD, C.. Química ambiental. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
BELTRAN, N. O.; CISCATO, C. A. M. Química. São Paulo, Cortez, 1991.PENTEADO, P. C. M.; TORRES, C. M. A.. Física: ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna, 2005.PARANÁ. Secretaria do Estado da Educação. Diretrizes curriculares de rede pública de educação básica do Estado do Paraná. Curitiba, 2008.ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à química ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2004.SARDELLA, A.. Química. 5. ed. São Paulo: Ática, 2003.
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O Efeito Estufa e o Aquecimento Global - 17-10-2011
Prof. Adão Reinaldo Farias
Para Baird (2002) o Sol é a principal fonte de energia para a Terra. A energia que chega a superfície terrestre na forma de energia eletromagnética (ultravioleta, visível e infravermelho), é parte refletida pela superfície do planeta e retorna à atmosfera na forma de radiação infravermelha (calor). Caso não houvesse atmosfera, essa energia seria perdida no espaço e a Terra teria uma temperatura média entre -20 e 40 °C, que inviabiliza a existência da vida conforme conhecemos. A presença de água (H2O) e dióxido de carbono (CO2) minimiza essa perda, mantendo a temperatura media da Terra em cerca de 14 °C e são responsáveis pelo ?efeito estufa?, fenômeno que mantém o planeta aquecido.O acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, hoje em dia pode estar contribuindo com o aumento do efeito estufa. O dióxido de carbono (CO2) é um gás comum na maior parte das combustões (processos de queima). É formado quando se queimam materiais contendo carbono na sua composição, por exemplo, a maioria dos combustíveis, madeira, etc.. Um dos mecanismos de sua remoção da atmosfera ocorre via fotossíntese pelos vegetais. Outros gases também contribuem para o efeito estufa: como, por exemplo, o metano (CH4), produto da decomposição de matéria orgânica em baixa concentração de oxigênio (O2). O dióxido de carbono (CO2) pode ser emitido pelo processo de respiração de todos os organismos vivos e por atividades vulcânicas. O desmatamento de florestas também é um fator agravante, pois as árvores em crescimento absorvem o dióxido de carbono (CO2).As principais conseqüências de um aumento do efeito estufa na Terra são a elevação global da temperatura média, o que poderá acarretar as seguintes mudanças:- Derretimentos das geleiras e elevação do nível do mar;
- Implicações no clima, afetando a produção agrícola, acarretando tempestades, inundações e secas;
- Proliferação de insetos, aumentando doenças como a malária, a dengue e casos de diarreia e infecção alimentar.
Referências:BAIRD, C.. Química ambiental. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.QUÍMICA AMBIENTAL. (1999) Disponível em: http:www.wikipedia.org.br. Acesso em: 15 out. 2011.ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à química ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2004.
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Gabaritos Exame EJA 2011 - PR - 13-10-2011

A Secretaria de Estado da Educação (SEED), por meio da Coordenação de Educação de Jovens e Adultos do Departamento de Educação Básica, divulga nessa terça-feira (11) os gabaritos das provas dos Exames de EJA no Paraná Etapa 92, que ocorreram no último dia 24 de setembro.
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Gravidade - O Universo - 13-10-2011
Série do History Channel sobre o Universo, neste episódio A Força da Gravidade em 3 partes.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
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Metais pesados e suas aplicações no cotidiano (documentário) - 10-10-2011
Documentário dublado do canal History Channel sobre os metais pesados e suas aplicações no cotidiano, em 3 partes.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
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Eletricidade Maluca - A história de Nikola Tesla - 09-10-2011
Informações Adicionais:
Embora pouco conhecido pelo público em geral, Nikola Tesla foi um dos maiores cientistas do século XX. Fez muitas contribuições revolucionárias no campo do eletromagnetismo. O vídeo mostra, dentre outras coisas, algumas de suas importantes invenções: corrente alternada, controle remoto, motor de indução, injeção eletrônica, lâmpadas.
Fonte: YouTube
Palavras-chave: Eletromagnetismo, eletricidade, corrente alternada, energia elétrica, energia sem fio.
Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5
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Raio X - Ondas Eletromagnéticas - 09-10-2011
Raios X
Na medicina
Os raios X são utilizados principalmente em exames, de forma mais comum em casos de fraturas. A tomografia computadorizada é um tipo de exame que também utiliza raios X e permite um exame mais detalhado dos órgão internos.
Tomografia computadorizada

Assista ao vídeo
Fonte do vídeo: YouTube
Para obter mais recursos sobre o tema abordado acesse a TV Multimídia:
Imagens: imagem 01, imagem 02, imagem 03, imagem 04.
Na indústria
Os raios X também são utilizados no controle de qualidade para detectar falhas em peças, especialmente as metálicas. Essa técnica é chamada radiolocalização.
Como funcionam os raios X
Assim como muitas das grandes descobertas do ser humano, a tecnologia dos raios X foi inventada completamente por acidente. Em 1895, um físico alemão chamado Wilhelm Roentgen fez essa descoberta enquanto fazia uma experiência com feixes de elétrons em um tubo de descarga de gás. Roentgen percebeu que uma tela fluorescente (em inglês) em seu laboratório começava a brilhar quando o feixe de elétrons era ligado. Somente essa reação não era tão surpreendente: material fluorescente normalmente brilha ao reagir com radiação eletromagnética; mas o tubo de Roentgen estava rodeado com papelão grosso e preto. Roentgen supôs que isso bloquearia a maior parte da radiação.
Roentgen colocou vários objetos entre o tubo e a tela e ela ainda brilhava. Finalmente, ele colocou sua mão na frente do tubo e viu a silhueta de seus ossos projetada na tela fluorescente. Assim ele acabava de descobrir os raios X e uma de suas aplicações mais importantes.
A extraordinária descoberta de Roentgen possibilitou um dos maiores avanços na história humana. A tecnologia dos raios X permite que os médicos vejam através dos tecidos humanos e examinem, com extrema facilidade, ossos quebrados, cavidades e objetos que foram engolidos. Procedimentos com raios X modificados podem ser usados para examinar tecidos mais moles, como os pulmões, os vasos sanguíneos ou os intestinos.
Neste artigo, descobriremos como as máquinas de raios X conseguem fazer este truque incrível. Como veremos, o processo básico é na verdade muito simples.
Leia mais...
Este conteúdo foi acessado em 09/10/2011 do sítio: HowStuffWorks - Como Tudo Funciona
Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor original da matéria.
Recursos na Internet
Sítio:
- Produção de Raios X - Instituto de Física - UFRGS
Notícias:
- Raio-X revela mistérios da Mona Lisa - INFO Online
- Cientista registra primeira imagem de raio-x em relâmpago - G1 - Ciência e Saúde
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Óptica - Laser e a visão humana - 09-10-2011
Os médicos usam lasers para várias finalidades. Como por exemplo, para cortar ou fechar cortes do tecido do corpo.
Os oftalmologistas usam lasers para tratar de descolamento de retina, corrigir miopia, e outros fins cirúrgicos.
Na área da dermatologia também existe uma grande aplicação do laser para diversos tratamentos.
Laser - Visão Humana

Assista ao vídeo
Áudios:
- Aplicações do raio laser
- Bisturi a laser
Simulação:
- Ajude Mr. Magoo a ver o mundo com outros olhos
Cirurgia a laser
Aplicação de feixes de luz (raio laser) sobre a lesão para cortá-la ou vaporizar as células que a compõem.
Histórico
A evolução extraordinariamente rápida dos lasers na medicina e cirurgia ocorreu dentro de quatro décadas desde que o primeiro laser, de rubi, foi usado no tratamento de doenças cutâneas. Nos anos 60 e 70, o argônio e lasers de CO2 de onda contínua (CW) foram usados para cortar ou coagular lesões superficiais da pele.
A teoria da fototermólise seletiva, proposta por Anderson e Parrish, em 1983, levou ao desenvolvimento de lasers pulsados de alta energia capazes de destruir seletivamente células e suas organelas.
Aspectos-chave
O laser possui um alcance de expansão rápido de aplicações na medicina e cirurgia. Avanços tecnológicos e uma melhor compreensão de interações entre tecido e laser levaram ao desenvolvimento de lasers de alta energia pulsados que podem alcançar de forma seletiva diferentes estruturas da pele, tais como vasos sanguíneos, partículas de pigmento e folículos pilosos.
A proteção da epiderme com sistemas de resfriamento ativos durante o tratamento a laser de lesões cutâneas reduz o risco de efeitos colaterais, aumenta a tolerabilidade do paciente, permite o uso de fluências mais altas para uma eficácia maior do tratamento. O uso de comprimentos de ondas mais longos, durações de pulso mais longas e fluência mais alta, juntamente com resfriamento ativo da epiderme têm melhorado significativamente a habilidade dos lasers de tratar lesões vasculares.
O tratamento a laser de lesões pigmentadas está bem estabelecido, mas existe uma controvérsia contínua quanto ao tratamento apropriado de nevos melanocíticos congênito e adquirido.
Rejuvenescimento da pele a laser sem uso de corte tem sido recentemente introduzido na prática clínica, oferecendo uma alternativa ao érbio: lasers de CO2 escaneados ou pulsados e erbium:YAG para pacientes com cicatrizes e rugas suaves.
Redução capilar por tempo prolongado é agora viável, em indivíduos pouco ou muito pigmentados, devido à disponibilidade de lasers com comprimentos de ondas e durações de pulsos variáveis.
Deste modo, a utilização do laser na dermatologia sofreu nos últimos tempos avanço extraordinariamente rápido sendo atualmente muito utilizado no tratamento de lesões cutâneas: vasculares, pigmentadas e rejuvenescimento cutâneo.
Revisado por Dra. Alessandra Cesário
Este conteúdo foi acessado em 09/10/2011 do sítio: SBCD - Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor original da matéria.
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Substâncias em condimentos protegem da exposição ao mercúrio - 09-10-2011

Compostos presentes em alimentos consumidos por populações ribeirinhas da região amazônica podem reduzir os danos causados pela exposição ao mercúrio. Experimentos realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP mostraram que a quercertina, a bixina e a norbixina, existentes na cebola e no urucum (colorau) e usados como condimentos, podem reduzir o estresse oxidativo e o dano genético causados pela exposição ao metal, que é altamente tóxico ao organismo.
A pesquisa teve origem na constatação de que populações ribeirinhas no Pará estão expostas a elevadas concentrações de mercúrio, que tem origem não apenas nas atividades de garimpo, mas também no próprio solo do local. ?A exposição acontece principalmente devido ao consumo de peixes, com o mercúrio sendo incorporado por meio da cadeia alimentar aquática?, diz Gustavo Rafael Mazzaron Barcelos, autor da pesquisa. ?Uma vez constatados os danos, o estudo procurou verificar se alguns compostos presentes na dieta poderiam minimizar os efeitos nocivos que o mercúrio possa causar.?Os testes utilizaram substâncias que já tinham atividade protetora atestada em outros trabalhos. ?Foram testados a quercetina, um flavonóide presente na cebola e em frutas cítricas como o limão e a laranja, e a bixina e a norbixina, que são os principais carotenóides presentes no urucum?, conta o pesquisador. ?Tanto a cebola quanto o urucum, na forma de colorau, são muito usados como condimentos pela população?.Os experimentos foram conduzidos in vitro, com cultura de células de hepatoma humano (HepG2), e in vivo, com ratos Wistar. ?As análises avaliaram o dano genético por meio do ensaio do cometa e alterações de parâmetros bioquímicos relacionados ao estresse oxidativo (glutationa reduzida, glutationa peroxidase, MDA e espécies reativas do oxigênio intracelulares) induzidos pela exposição ao metal?, afirma Gustavo. ?Em ambos os experimentos, registrou-se uma redução significativa dos danos no material genético e do restabelecimento dos parâmetros relacionados ao estado redox das células.ProteçãoDe acordo com Gustavo, o estudo comprovou o efeito dos compostos isolados, ou seja, quercetina, bixina e norbixina na proteção contra a exposição ao metal.?Anteriormente, alguns trabalhos já haviam demonstrado que a cebola e o urucum na alimentação poderiam trazer efeito protetor a seres humanos.?A pesquisa teve orientação do professor Fernando Barbosa Júnior, da FCFRP, que há vários anos realiza estudos junto a populações amazônicas relacionadas com a contaminação por mercúrio. ?Os resultados dos experimentos in vitro e in vivo fornecem as primeiras evidências para que se possam verificar os efeitos do flavonóide e dos carotenóides nas pessoas que vivem naquela região?, diz o pesquisador.?A partir dessa observação, é possível desenvolver um trabalho de orientação para o aumento no consumo desses alimentos, já bastante comuns na dieta local, por exemplo?. Graduado em Biomedicina, Gustavo continuará com as pesquisas na região Amazônica, agora focadas nas concentrações de mercúrio no sangue e cabelo coletados dos moradores da região.?Pesquisas com populações da Europa demonstraram que o polimorfismo de alguns genes responsáveis pelo metabolismo do mercúrio está associado a elevadas concentrações do metal no organismo?, afirma. ?O estudo irá verificar se o processo acontece também na população amazônica, que apresentam características genéticas bem diferentes das européias?.Esta notícia foi publicada em 05/10/2011 no sítio da Agência USP. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.
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Pré-sal: gastar ou investir? - 23-09-2011
Neste mês, o Congresso Nacional terá nas mãos o poder de exercer forte influência sobre como será o futuro do Brasil. Dentro de alguns dias, irá à votação na Câmara Federal o Projeto de Lei nº8.051/2010, que definirá os destinos dos royalties provenientes da exploração do pré-sal. Uma vez que as reservas poderão conter entre 40 bilhões e 80 bilhões de barris, com o barril a US$ 100 e royalties a 15%, serão aportados nos cofres púbicos entre US$ 600 bilhões e US$ 1,2 trilhão, num período entre 20 e 40 anos, se extraídos uma média de cinco milhões de barris/dia.
Enfatizando que reservas de petróleo são finitas, a grande questão que se apresenta é o que vamos fazer com esse dinheiro: gastar em despesas correntes ou investir na construção do futuro? A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) estão muito preocupadas com a resposta que teremos para essa questão.
Em um País com tantas necessidades como o nosso, são elevadas as chances de se querer utilizar os royalties do pré-sal para resolver carências conjunturais esparsas e corrigir desajustes regionais de ocasião, em vez de aplicá-los na superação das grandes falhas estruturais da vida nacional e no incremento de atividades portadoras de futuro para o conjunto da sociedade brasileira.
Assim, a SBPC e a ABC estão propondo à sociedade brasileira e a todos os agentes da vida política - dos vereadores à presidente da República - que os royalties do pré-sal sejam investidos, majoritariamente, na educação e em ciência e tecnologia. A razão dessa escolha é proporcionar desenvolvimento econômico e social ao Brasil e nos inserirmos na economia do conhecimento, de modo a enterrar de vez o passado de subdesenvolvimento. É a opção por investir em vez de gastar.
O mundo de hoje abriga duas características principais - inovação tecnológica e sustentabilidade -, que exigem dos países produção científica e tecnológica de ponta e educação de qualidade. Investir em inovação deixou de ser uma possibilidade, uma opção, para os países e suas empresas. Economia que se pretende representativa no mercado global não pode prescindir da inovação como elemento estratégico para sua competitividade e geração de riqueza. Quanto à sustentabilidade, não há mais o que discutir. Precisamos garantir que, doravante, as práticas econômicas, sociais e culturais promovam a utilização econômica dos recursos naturais, mas sem destruí-los ou esgotá-los.
Inovação e sustentabilidade exigem, portanto, da ciência e da tecnologia um protagonismo que nunca foi exigido em outras épocas, o que demanda recursos correspondentes com os novos desafios. O conhecimento científico está na base do desenvolvimento de novos produtos e processos, o que torna as empresas mais competitivas no mercado global e faz enriquecer economias nacionais. Da mesma forma, a ciência é o único meio para se conhecer os recursos naturais e se saber como
utilizá-los de modo sustentável.
Diante desse quadro, resta uma questão: o ensino oferecido no Brasil, hoje, está à altura do padrão que se requer do cidadão para que ele tenha uma atuação afirmativa em termos da inovação tecnológica e da sustentabilidade? Infelizmente, a resposta é não. Nossa educação básica é altamente deficiente; se ela atendia sofrivelmente aos requisitos da "velha economia", não terá como promover o país à nova economia do planeta.
Nos anos recentes, conseguimos universalizar nossa educação básica. Agora, precisamos de novos esforços e recursos para que essa educação tenha qualidade. Os recursos do pré-sal devem ser aplicados para melhorar nossa educação. Com isso, além de resgatarmos um débito social histórico, vamos dar às nossas crianças e aos nossos jovens um ensino que os habilitará para o exercício pleno da cidadania.
Os benefícios da educação de qualidade como um projeto nacional serão sentidos em todas as localidades do País. Da mesma maneira, a utilização da ciência e da tecnologia como fonte de uma economia inovadora e sustentável elevará o Brasil à condição de nação moderna e desenvolvida.
Helena Nader é biomédica, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), professora titular da Unifesp e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Jacob Palis é matemático, presidente da ABC, pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e ex-vice-presidente da SBPC.
A petição pública: "O petróleo é nosso para a educação, ciência, tecnologia e inovação", está disponível para assinatura através do link e participe:http://www.peticaopublica.com.br/?pi=PL8051. Divulgue!
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Livro Didático Público de Química - 14-09-2011




